Orçamento para a Agricultura e Pescas na Madeira com 35 ME para 2016

O secretário da Agricultura e Pescas da Madeira, Humberto Vasconcelos, considerou hoje que o Orçamento Regional para 2016, que prevê 35 milhões de euros (ME) para o setor, é "responsável, ponderado e equilibrado".


 

Ao falar na discussão na especialidade das propostas de Orçamento e Plano de Investimentos do Governo Regional para o próximo ano, este responsável afirmou que, de um total de 1.643 milhões de euros, à sua Secretaria estão afetos 35 ME, estando previstos investimentos na ordem dos 9,5 ME.

O governante disse que “as políticas, medidas e projetos a promover num ciclo de quatro anos visam dotar os vários setores das melhores condições técnicas e financeiras ao seu progresso e de competição das suas produções nos mercados, assegurando os melhores níveis de rendimento aos seus ativos e ao tecido empresarial associado”.

Humberto Vasconcelos enunciou os investimentos previstos, mencionando que a Direção Regional das Pescas terá cerca de dois milhões de euros, o que representa um aumento de 74,5% em comparação com o ano anterior e que ao Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira estão afetos mais de 1,3 ME.

Questionado sobre a situação das quotas do atum, o secretário regional salientou que a Madeira está a negociar “a possibilidade de fazer trocas, porque Portugal foi compensado com outras espécies que nunca serão pescadas [no arquipélago], face ao histórico” pelos pescadores da região e que está a negociar com os Açores e Cabo Verde para poder “trabalhar noutros mares”.

“A quota do atum será suficiente para a frota que temos na Madeira”, apontou.

Também salientou que existe “um conjunto de empresários que pretendem investir no âmbito do novo quadro comunitário de apoios em aquacultura”, estando o Governo madeirense empenhado em apoiar a “expansão deste negócio”, alargando mesmo a produção a várias espécies, visto que a Madeira é “o maior exportador de dourada”.

Outra aposta do executivo apontada pelo governante foi o plano estratégico para a apicultura, que visa “controlar e valorizar o setor, para produzir o mel puro da floresta Laurissilva” e promover um produto com “qualidade distinta”, adiantando que existem parcerias com as universidades da Madeira e de Bragança nesta área.

Quanto ao adiamento do avião cargueiro para escoar produtos da região, que estava previsto começar a operar em outubro e ainda não tem data, explicou que se trata de “um projeto de um empresário privado, que não depende do Governo Regional”, mas adiantou que o executivo madeirense pretende pressionar o Governo da República no sentido de ser criada uma linha de carga aérea para a Madeira, à semelhança da criada para os Açores.

Humberto Vasconcelos destacou que “o grande investimento da Secretaria da Agricultura e Pescas da Madeira será humano, de acompanhamento técnico”.

 

 

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