EUA

Obama revela novas propostas económicas

Obama revela novas propostas económicas

 

Lusa / AO online   Internacional   13 de Out de 2008, 21:38

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, revelou novas propostas económicas para a criação de empregos e uma moratória de 90 dias sobre as execuções das hipotecas imobiliárias.
O senador do Illinois insistiu na necessidade de "um plano de salvação para a classe média" imediatamente, segundo o texto do discurso que pronunciará durante um comício no Ohio (Norte).

    "Devemos adoptar um plano de salvação económico para a classe média e temos de o fazer agora", afirmou o senador do Illinois.

    "Não podemos esperar para ajudar os trabalhadores e as suas famílias e as comunidade que estão agora em dificuldades, que não sabem se o seu emprego ou a reforma ainda existirão amanhã, que não sabem se o cheque da próxima semana chegará para pagar as facturas do mês", acrescentou.

    A equipa da campanha democrata indicou que as últimas propostas de Obama e as anunciadas antes custarão cerca de 175 mil milhões de dólares faseados por dois anos.

    Mas um dos seus principais conselheiros económicos, Jason Furman, assegurou que o seu plano económico seria inteiramente financiado, nomeadamente por impostos mais altos para os rendimentos mais elevados, e afirmou que "o principal objectivo é evitar uma penosa recessão".

    O plano prolongará um crédito temporário de 3.000 dólares às empresas por cada novo emprego criado nos Estados Unido nos próximos dois anos.

    Permitirá também às famílias retirar até 10.000 dólares das suas contas de poupança-reforma sem penalizações e criará facilidades de empréstimos para que os Estados e localidades possam aceder aos fundos e não sofram com o congelamento do mercado do crédito.

    O projecto do senador do Illinois prevê ainda uma moratória de 90 dias sobre as execuções das hipotecas imobiliárias para os proprietários que procurem "de boa fé" pagar os seus créditos a um emprestador que beneficie do plano de recuperação aprovado pelo Congresso.

    A crise financeira contribuiu para ajudar Obama a distanciar-se nitidamente do seu adversário republicano, o senador do Arizona John McCain, colocando-o a dez pontos de distância segundo uma sondagem Washington Post-ABC news divulgada segunda-feira (53 por cento contra 43 por cento).

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