Obama e Merkel cumprimentam-se efusivamente

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se em Berlim com a chanceler Angela Merkel, para debater, nomeadamente, as relações transatlânticas, o futuro da NATO, as alterações climáticas e o comércio mundial.


Esta foi, pelo menos, a agenda que Merkel divulgou na quarta-feira para o encontro com Obama, já que os dois políticos não fizeram declarações aos jornalistas.

    Logo após a chegada, Obama foi efusivamente cumprimentado pela chefe do governo alemão, frente aos fotógrafos e câmaras de televisão, mas não houve qualquer conferência imprensa no final da conversa.

    A reunião durou cerca de uma hora e decorreu na Chancelaria Federal, pouco depois da chegada de Barack Obama à parte militar do Aeroporto Berlim-Tegel, num avião especial.

    Obama chegou numa longa caravana automóvel, acenou aos curiosos que se agrupavam à porta da sede do governo alemão e posou para os fotógrafos, sorridente, ao lado da chanceler.

    À tarde, o senador do Illinois reunir-se-á com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, que representa a sensibilidade social-democrata no governo federal.

    Está ainda agendado um encontro de Obama no Hotel Adlon, no centro de Berlim, com o burgomestre social-democrata da capital alemã, Klaus Wowereit.

    Em seguida, o político norte-americano visitará alguns locais históricos da cidade, que não foram revelados pela sua candidatura, antes de se dirigir para a Avenida 17 de Junho, onde falará num comício a que deverão assistir mais de 100 mil pessoas.

    Será a única intervenção pública de fundo de Obama na etapa europeia da sua deslocação ao estrangeiro, que inclui ainda Paris, na sexta-feira, e Londres, no sábado.

    Ainda em Telavive, a terminar quarta-feira a visita a Israel, Obama afirmou que não pretende fazer um discurso de campanha eleitoral na Siegessaeule (Coluna da Vitória), em Berlim, mas sim “um discurso com afirmações substanciais” sobre as suas ideias quanto às futuras relações entre a Europa e os EUA.

    “Há um grande potencial para que as duas partes do Atântico voltem a aproximar-se”, acrescentou o senador do Illinois.

    O coordenador do governo alemão para as relações germano-americanas, Karsten Voigt, disse hoje a uma rádio local que os norte-americanos esperam ajuda dos europeus para resolver as crises nos Balcãs e no Afeganistão e Obama deverá reflectir esse desejo na sua inervenção.

    Já o porta-voz dos democratas-cristãos para a política externana, Eckardt von Klaeden, disse não esperar que haja uma mudança de política nos EUA, quer seja eleito Obama, quer seja eleito (John) McCain, sobretudo no que se refere às relações transatlânticas.
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