Novo líder e Código antidopagem revisto para problemas antigos


 

Lusa/AO   Futebol   13 de Nov de 2007, 10:24

O australiano John Fahey deverá ser sábado eleito presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA) no final da terceira Conferência Mundial, em Madrid, e que deverá aprovar a revisão do Código Mundial.

A partir de quinta-feira, a capital espanhola recebe três dias de debates sobre os antigos problemas do doping, mas também as novas preocupações, como o doping genético.

    Portugal estará representado na terceira Conferência Mundial Antidopagem pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, e pelo presidente do Laboratório de Análise e Dopagem, Luís Horta.

    Sábado, no último dia da Conferência Mundial, será conhecido o sucessor do canadiano Dick Pound na presidência da AMA, que, salvo uma surpresa de última hora, será John Fahey, antigo ministro das Finanças australiano.

    O candidato europeu era o antigo ministro dos Desportos de França Jean-François Lamour, que desistiu depois de um grupo dos mais representativos países anglo-saxónicos ter avançado com o apoio a John Fahey, quebrando o apoio ao vice-presidente da AMA.

    Antes do início da Conferência haverá uma reunião de governantes, em que os representantes do Conselho da Europa na AMA poderão tentar uma última manobra para fazer fracassar a candidatura de Fahey.

    O político australiano era mais conhecido pela sua luta contra o aborto do que na batalha contra o doping, embora estivesse ligado à organização dos Jogos Olímpicos de Sidnei2000.

    Na última Conferência Mundial Antidopagem, realizada em 2003, em Copenhaga, foi aprovado o Código Mundial, mas, em quatro anos, 120 países (em 190) e 12 comités olímpicos nacionais não adoptaram o documento.

    Durante os últimos 18 meses, a AMA pediu aos seus parceiros - governos, federações e comités olímpicos - para que apresentassem emendas ao Código Mundial.

    O Código revisto será adoptado oficialmente sábado, será mais flexível e dará maior individualidade às penas, não sendo, contudo, demasiado brando.

    Embora não seja estipulada uma pena, "os dois anos" serão a média à volta da qual andará a sanção para uma primeira infracção, podendo depois haver situações atenuantes - produto tomado por negligência - ou agravantes, como a participação numa rede de tráfico.

    O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, já avisou que as federações internacionais que não adoptem o novo código poderão vir a ser punidas.

    "Em Outubro de 2009 deverá ser decidido o programa olímpico para os Jogos de 2016. As federações internacionais que não estiverem em conformidade poderão ser sancionadas", afirmou Rogge na última semana.

    Também deverão ser debatidas na Conferência Mundial novas medidas contra o doping, como a adopção de uma passaporte biológico, que deverá começar a ser aplicado em 2008, embora algumas questões ainda não estejam definidas, como os parâmetros sanguíneos a ter em conta.

    Está, igualmente, em estudo um novo teste que detecte os 12 tipos de EPO (eritropoietina) ou um novo teste para descobrir a utilização da hormona de crescimento.

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