Novas regras dos tempos de voo são "vitória do 'lobby' da indústria"


 

Lusa/AO online   Economia   9 de Out de 2013, 18:07

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) considera a aprovação das novas normas para os tempos de voo pelo Parlamento Europeu uma "vitória do 'lobby' da indústria" e uma "derrota da salvaguarda da segurança".

 

Os eurodeputados aprovaram hoje, em Estrasburgo, as medidas propostas pela Comissão Europeia para reduzir as horas de voo dos pilotos e tripulação de cabine na União Europeia, tendo rejeitado uma resolução da comissão parlamentar dos Transportes e do Turismo do Parlamento Europeu, que se opunha à adoção das medidas do executivo comunitário.

Em declarações à Lusa, o presidente do SPAC, Jaime Prieto, afirmou que o resultado da votação no Parlamento Europeu é uma “vitória do ‘lobby’ da indústria, dos interesses financeiros da indústria” e uma “derrota daquilo que pode ser a salvaguarda da segurança”.

Para Jaime Prieto, algumas das medidas aprovadas “põem em causa a segurança de voo” e representam “claramente um retrocesso”.

Segundo o presidente do SPAC, ao abrigo das regras aprovadas hoje, os pilotos podem, por exemplo, "estar em terra alerta até 10 horas e depois serem chamados para fazerem um voo de até 12 horas e 30 minutos”.

O dirigente do SPAC disse que a European Cockpit Association (ECA), associação europeia, vai “tomar medidas”.

“Não iremos certamente cruzar os braços”, concluiu.

As novas disposições preveem a redução da duração máxima dos serviços noturnos das atuais 11 horas e 45 minutos para as 11 horas, bem como a limitação da duração combinada da assistência no aeroporto e da atribuição de limites máximos de período de serviço de voo a 16 horas.

A 'Comissão Barroso' propôs ainda a introdução de um limite de 1.000 horas reais de voo por ano e o prolongamento do período de repouso semanal em 12 horas duas vezes por mês.



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