Nova Zelândia vai abater 150 mil vacas para erradicar bactéria infecciosa

Nova Zelândia vai abater 150 mil vacas para erradicar bactéria infecciosa

 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Mai de 2018, 09:23

A Nova Zelândia vai abater cerca de 150 mil vacas para erradicar uma bactéria infecciosa que ameaça as explorações locais, anunciaram na segunda-feira políticos e líderes da agropecuária.

O plano deverá custar centenas de milhões de euros e, caso seja bem-sucedido, será a primeira vez que um país infetado consegue erradicar a bactéria 'Mycoplasma bovis', detetada pela primeira vez na Nova Zelândia, em julho passado.

A indústria agropecuária é fundamental para a economia da Nova Zelândia, cujo isolamento a tem protegido de doenças que habitualmente afetam explorações animais em outras regiões do mundo.

A bactéria provoca o desenvolvimento de metástases nas vacas, pneumonia e artrite, entre outras doenças, mas não é vista como uma ameaça para a segurança alimentar.

O plano prevê o abate de todas as vacas, mesmo as que se encontrem saudáveis, desde que tenha sido encontrada a bactéria na exploração animal em causa.

Na Nova Zelândia existem 10 milhões de vacas, o dobro da população humana. Cerca de dois terços correspondem a vacas leiteiras e o resto a bovinos destinados à alimentação de carne.

A produção do leite é o maior ativo de exportação daquele país, sendo a China um dos principais compradores.

A 'Mycoplasma bovis' foi detetada até agora em 38 explorações por toda a Nova Zelândia, indicaram fontes oficiais, mas o número deverá aumentar para as 142, segundo projeções realizadas pelas autoridades.

Cerca de 24 mil vacas foram abatidas nos últimos meses. O custo do programa de erradicação da bactéria está estimado em 886 milhões de dólares neozelandeses (cerca de 528 milhões de euros).

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse acreditar ser possível erradicar a bactéria.

“Não sabemos, a longo prazo, qual o impacto coletivo que poderá ter na indústria, que é incrivelmente importante para a economia da Nova Zelândia”, admitiu.



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