Navio russo de cientistas preso no gelo da Antártica aguarda ajuda australiana

Navio russo de cientistas preso no gelo da Antártica aguarda ajuda australiana

 

Lusa / AO online   Internacional   28 de Dez de 2013, 11:59

Os tripulantes do navio russo MV Akademik Shokalskiy, preso no gelo da Antártica desde terça-feira, aguardam uma nova tentativa de resgate liderada por um navio quebra-gelo australiano, despois do fracasso da operação conduzida por uma embarcação chinesa.

 

A nova tentativa de resgate das 74 pessoas (cientistas, turistas e membros da tripulação) que estavam a participar numa expedição científica na região está prevista para domingo.

Na sexta-feira, o navio quebra-gelo chinês Snow Dragon não conseguiu atravessar uma camada muito espessa de gelo e encalhou. A embarcação chinesa foi obrigada a desistir da operação de resgate e voltou para trás.

“Infelizmente, o navio chinês encontrou gelo muito espesso que não conseguiu quebrar e foi obrigado a voltar”, disse hoje à agência France Presse (AFP) Andrea Hayward-Maher, porta-voz da Autoridade australiana de segurança marítima, entidade que está a coordenar as operações de resgate.

“No horizonte, a leste, consegui ver o navio quebra-gelo chinês e estávamos à espera que o navio conseguisse chegar aqui em poucas horas, abrindo um caminho”, relatou à estação pública britânica BBC o jornalista especializado em ciência Andrew Luck-Baker, que está a bordo do navio russo.

“Acho que as pessoas estão à espera da próxima etapa, que é a chegada do navio quebra-gelo australiano”, disse à AFP, numa ligação por telefone via satélite, Andrew Peacock, outro passageiro da embarcação russa.

Andrew Peacock relatou que as pessoas sentiram alguma frustração quando perceberam que o navio chinês não ia conseguir concretizar a operação de resgate.

O MV Akademik Shokalskiy ficou preso no gelo a cerca de 100 milhas náuticas a leste da base francesa de Dumont D'Urville.

Após o pedido de ajuda do navio russo, três navios quebra-gelo seguiram para a região: o chinês Snow Dragon, o francês Astrolabe e o australiano Aurora Australis.



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