“Não se deixe aumentar o défice social para se fazer um brilharete em Bruxelas” diz BE

“Não se deixe aumentar o défice social para se fazer um brilharete em Bruxelas” diz BE

 

Lusa/Ao online   Nacional   22 de Dez de 2018, 03:28

A coordenadora do BE exigiu esta sexta feira que, com as contas públicas equilibradas, "nenhum euro de ajuda a quem mais precisa" fique por executar, recusando que se deixe aumentar o défice social "para se fazer um brilharete em Bruxelas".

No final de uma de uma reunião com a Associação Nacional de Cuidadores Informais, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre o facto de o ministro das Finanças, Mário Centeno, ter admitido hoje rever em baixa a meta do défice para 2018, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter anunciado um excedente de 0,7% do PIB no terceiro trimestre.

"Em anos anteriores nós registamos, com enorme preocupação, que não foi executada toda a despesa que estava em Orçamento do Estado para se atingirem metas do défice mais ambiciosas e é um perigo hipotecar a coesão social e territorial em nome de metas de défice que são de uma exigência tal que nenhum país da Europa cumpre nem teria que cumprir. Nós dizemos e repetimos: pague-se o défice social, não se deixe aumentar o défice social para se fazer um brilharete em Bruxelas", exigiu.

Segundo a líder do BE, já se sabia que "as contas públicas estão bastante equilibradas", sendo urgente "responder ao défice social do país".

"As contas públicas estão boas? Que nenhum euro de apoio, de ajuda a quem mais precisa fica por executar este ano. Eu acho que isto é uma exigência básica", apelou.

O que é preciso, na opinião de Catarina Martins, "é que execute toda a despesa que pode executar e que está no orçamento".

"Que não fique despesa por executar, que os investimentos que são necessários não fiquem em veto de gaveta, que o apoio que é preciso a quem está mais vulnerável e tem direito a esse apoio, que não tenha veto de gaveta", defendeu.

Se o país "tem possibilidade", insistiu a líder bloquista, "tem de responder às suas urgências".

"E as suas urgências são investimento, as suas urgências são apoio a quem está mais vulnerável. Todo o investimento e despesa que estava prevista deve ser executado", sublinhou.

Em declarações à agência Lusa, Mário Centeno preferiu não avançar com uma estimativa para o valor do défice em 2018, considerando que há ainda dados por apurar. No Programa de Estabilidade, o Governo prevê um défice de 0,7% para este ano.

"Vamos ficar com certeza dentro do grau de cumprimento dos objetivos que tínhamos estabelecido e vamos ficar, com muita probabilidade, abaixo dos 0,7%, ligeiramente abaixo", adiantou o ministro das Finanças.



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