Moby Islands dá a conhecer história da emigração através da música

Banda Moby Islands usa a música rock, em inglês e português, para dar a conhecer os Açores às gerações mais novas de açordescendentes na Diáspora. Projeto vai atuar no fim de ano na Ribeira Grande e pretende lançar álbum em 2023



 Dar a conhecer a história da emigração açoriana e manter viva a ligação aos Açores nas novas gerações de açordescendentes na diáspora são os objetivos da recém-criada banda Moby Islands.

“Nós queremos chegar às novas gerações, que já não têm o português como Língua principal,  de modo a transmitir-lhes a nossa cultura e a história da emigração”, contou ao Açoriano Oriental Rui Faria, mentor deste projeto.

E para atingir estes fins foi criada a Moby Islands, uma banda de música rock, cantada em inglês e português.

“Moby vem de Moby Dick, o livro de Herman Melville que fala dos corajosos homens dos Açores que eram melhores baleeiros nas baleeiras americanas. E Islands para pôr ênfase nas ilhas. Daí o Moby Islands”, explicou, realçando que as letras das músicas “falam da história da emigração, de como  os primeiros açorianos chegaram à América através da baleação, mas também de coisas passadas como a carta de chamada, que permitia que as pessoas emigrassem, e do motivo dos pais falarem dos Açores saudosos que já não são os Açores que eles deixaram”. 

Segundo Rui Faria, também presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA), a ideia da banda começou a ser construída durante a pandemia de Covid-19, altura em que começou a escrever algumas letras.

“Eu toco música e componho há muitos anos. Durante a pandemia comecei a escrever letras em português e inglês, para serem tocadas de uma forma que me lembrasse a minha juventude, em formato rock. E como a minha vida profissional, assim como a Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA) me conduz para assuntos ligados à emigração, decidi juntar  os dois e assim surgem os Moby Islands em que tocamos música rock, em português e inglês, que fala  da história e da cultura da nossa emigração açoriana”, recordou.

Defendendo a importância da vertente mais tradicional, Rui Faria considera que esta poderá se uma forma de fazer chegar às novas gerações. “Se quisermos levar a tradição às novas gerações temos de seguir outro caminho, indo ao encontro das pessoas. E como a maior só fala em inglês, nós juntamos um tipo de música que não é nada comum  quando se relaciona com a emigração açoriana”, referiu.

A banda  Moby Islands, liderada por Rui Faria (voz e guitarra), conta com os músicos Eduardo Medeiros (guitarra), Miguel Cordeiro (bateria), Pedro Silva (baixo) e Ana Cláudia (voz).

O concerto de apresentação aconteceu no  dia 25 novembro, no Teatro Ribeiragrandense, num espetáculo onde tiveram a participação especial de Ricardo Reis.

Ainda este ano subiram ao palco no  Natal dos Hospitais e vão atuar na Passagem de Ano na cidade da Ribeira Grande, no Largo Hintze Ribeiro.

Entretanto já lançaram já o seu primeiro single “I’ll see you soon” e durante o ano de 2023 o objetivo é lançar o primeiro álbum de originais, assim como divulgar as suas músicas quer nos Açores como junto dos açorianos espalhados pelo mundo.

“Moby Islands é mais um contributo, como tantos que já têm sido dados por outras bandas, associações, clubes, ainda que diferente e que vai ser posto à prova, para que os Açores continuem a ser  projetados na nossa diáspora e não se perca a ponte, com os filhos dos emigrantes que já nasceram lá e não têm as saudades dos pais”, concluiu.


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