Açoriano Oriental
MNE português telefonou a homólogo de Cabo Verde a manifestar pesar pela morte de estudante

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português telefonou ao homólogo de Cabo Verrde e ao embaixador deste país em Lisboa para apresentar "um voto de pesar e de repulsa" pela morte do estudante cabo-verdiano em Bragança.

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Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

De acordo com uma nota publicada na página da Embaixada de Cabo Verde em Portugal na rede social Facebook, Augusto Santos Silva “telefonou ao seu homólogo cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, e ao embaixador de Cabo Verde em Portugal, para apresentar o seu voto de pesar e de repulsa pelo ato bárbaro praticado e que conduziu à morte do jovem estudante cabo-verdiano”.

Em 21 de dezembro de 2019, o estudante cabo-verdiano do Instituto Politécnico de Bragança Luís Giovani dos Santos Rodrigues terá sido agredido por vários homens à saída de uma discoteca da cidade.

Transportado para o Hospital de Santo António, no Porto, o estudante de 21 anos acabou por morrer em 31 de dezembro.

O comunicado da Embaixada de Cabo Verde em Lisboa refere também que “este não é um momento apropriado para se desferir ataques a instituições e sistemas”, mas de “repúdio da violência e gratuitidade de um ato praticado por pessoas concretas”.

Segundo a nota, Augusto Santos Silva disse também ao homólogo de Cabo Verde e ao embaixador que “a comunidade cabo-verdiana em geral e a comunidade estudantil em particular são queridas e bem-vindas a Portugal”.

A representação diplomática de Cabo Verde em Lisboa acrescenta que “tem feito o que pode” para garantir o “apoio necessário” aos familiares do estudante cabo-verdiano, comprometendo-se, por isso, a “assumir os encargos com a contratação de um advogado especialista em direito criminal”, para que os pais de Luís Giovani “se constituam como assistentes no processo penal”.

Em declarações hoje aos jornalistas no Palácio da Ajuda, em Lisboa, o diretor da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, garantiu o empenhamento na descoberta dos “autores das agressões”, apesar de estar a investigar o crime “há muito poucos dias”.

O jornal Público revela hoje que a PJ aponta para “um motivo fútil” e afasta a tese de ódio racial associada à morte do estudante cabo-verdiano, nomeadamente nas redes sociais.

O diário indica também que “a autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda” na rua, onde o jovem foi encontrado inanimado.

O caso chegou às autoridades de Bragança como um possível alcoolizado caído na rua sem menção a agressões ou ferimentos, disse hoje à Lusa o 2.º comandante dos bombeiros de Bragança, Carlos Martins.

Só depois de chegar ao local e avaliar a vítima é que a equipa de emergência descobriu um ferimento na cabeça e “verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano”, indicou.


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