Valorização do Euro

Ministro das Finanças desvaloriza impacto da subida do euro

Ministro das Finanças desvaloriza impacto da subida do euro

 

Lusa / AO online   Economia   9 de Out de 2007, 10:12

O ministro das Finanças desvalorizou hoje as consequências para a economia portuguesa, principalmente para os exportadores, da actual forte apreciação do euro, sublinhando que as vendas de produtos portugueses são feitas principalmente para a União Europeia.
    "Acho que temos elementos que nos permitem constatar a evolução das nossas exportações", disse Fernando Teixeira dos Santos na Cidade do Luxemburgo, à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças dos 27 que vai dirigir no quadro da presidência portuguesa da UE.

    Teixeira dos Santos salientou que as exportações portuguesas "têm uma componente muito forte do comércio intracomunitário que não está sujeita de uma forma directa e significativa a flutuações cambiais".

    "Temos uma exportação crescente para os países fora da UE apesar das evoluções cambiais que se têm vindo a verificar", concluiu.

    Os responsáveis pelas Finanças da Zona Euro (13 países da EU, entre os quais Portugal) mostraram-se segunda-feira satisfeitos com as declarações das autoridades dos Estados Unidos, que defenderam que um dólar forte vai ao encontro dos interesses da sua economia e evitaram enviar a Washington uma mensagem no sentido da necessidade de apreciação daquela moeda.

    Os países da Zona Euro foram mais duros com a China a quem pediram para permitir a flutuação livre da sua moeda de forma a que se produzam "os ajustamentos necessários".

    Os ministros anunciaram também o envio de uma delegação europeia a Pequim antes do fim do ano para discutir com as autoridades chinesas questões de política macroeconómica.

    Na segunda-feira à noite, o presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, explicou que, na opinião dos ministros, o nível do câmbio deve reflectir os fundamentos da economia e que a excessiva volatilidade é "indesejável para o crescimento económico.

    Lançada em 1999 a 1,17 dólares norte-americanos, a moeda única alcançou há poucos dias os 1,42, antes de recuar para um valor, mesmo assim, superior a 1,40.

    Os receios aumentam para a evolução da economia da zona euro com os barómetros de confiança, tanto para os industriais como para os consumidores, a fraquejarem em Setembro.

    O euro forte agrava, sobretudo, o nervosismo dos exportadores num contexto de abrandamento da economia nos Estados Unidos.

    Estas preocupações constituem argumentos claros a favor de um adiamento dos projectos de aumento das taxas de juro na zona euro, apesar da persistência de pressões inflacionistas em zona euro, consideram os analistas.

    Teixeira dos Santos preside hoje à reunião dos ministros das Finanças onde será debatida a situação nos mercados financeiros mundiais que atravessam uma fase de grande instabilidade e de reavaliação da taxa de risco em consequência das dificuldades no mercado de empréstimos hipotecário de alto risco nos Estados Unidos.

    Os responsáveis pelas Finanças dos 27 vão ainda debater os aspectos financeiros do sistema global de navegação por satélite Galileo.

    Em Junho, os 27 reconheceram o falhanço das negociações do contrato de concessão do sistema, tendo a Comissão Europeia submetido em Setembro novas propostas para tentar "salvar" o projecto.

    Os ministros dos Transportes, reunidos sob presidência portuguesa no Luxemburgo a 01 e 02 de Outubro reafirmaram o interesse no sistema Galileo e indicaram a sua intenção de tomar uma decisão até ao final do ano.

    Lisboa assume até ao final do ano a terceira presidência portuguesa da UE desde que o país aderiu ao bloco europeu em 1986.
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