Encontro pela Justiça e pela Lei

Militares pressionados a não participarem em protesto


 

Lusa / AO online   Nacional   20 de Nov de 2007, 11:16

A Comissão de Militares (COMIL) que está a organizar um protesto para quinta-feira, no Rossio, em Lisboa, acusou as chefias militares de estarem a pressionar os militares no activo a não participarem no encontro.
"As chefias não fizeram qualquer proibição por escrito, mas as ordens para que as pessoas não vão ao encontro de quinta-feira estão a ser transmitidas através da cadeia de comando", afirmou à Lusa Fernandes Torres, da COMIL.

A comissão de militares responsável pelo "passeio do descontentamento", em 2006, anunciou um novo encontro para quinta-feira, na Baixa de Lisboa, para protestar contra a revisão das carreiras e os cortes à assistência na saúde.

O "Encontro pela Justiça e pela Lei" será "uma forma de protesto" contra as medidas do Governo previstas no Orçamento de Estado de 2008, como os cortes de 21,6 por cento nas despesas com a saúde e de 17,4 por cento com os militares na reserva e para contestar "a ameaça da revisão do estatuto das carreiras" relativamente aos militares.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, "e para evitar mais processos disciplinares", a COMIL está a apelar aos militares no activo para que "não vão fardados" ao encontro de quinta-feira.

Fernandes Torres lembrou que foram instruídos pelo menos 20 processos disciplinares por participarem no protesto do ano passado contra o Governo e que juntou de centenas de militares na reforma, alguns no activo e parte deles participaram fardados.

Outra das diferenças relativamente ao "passeio do descontentamento" de 2006, proibido pelo Governo Civil de Lisboa, é que este ano a comissão organizadora comunicou a sua realização às autoridades competentes.

A COMIL tem prevista para as 18:00 locais de hoje uma conferência de imprensa no Terreiro do Paço.
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