Miguel Albuquerque confiante na manutenção do crescimento económico da Madeira

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, mostrou-se confiante na manutenção do crescimento económico da região e garantiu que nenhuma obra do Plano de Recuperação e Resiliência ficará por concretizar no arquipélago



“Estamos a ter um bom verão. Os últimos dados estatísticos apontam para a manutenção do crescimento económico e a manutenção do investimento”, disse, reforçando: “Estamos a culminar agora 62 meses [consecutivos] com crescimento económico”.

Miguel Albuquerque falava aos jornalistas à margem da participação na missa em honra de Nossa Senhora do Monte, a padroeira da Madeira, na igreja matriz da paróquia do Monte, nas zonas altas do Funchal.

“É a nossa padroeira e é uma festa que está no coração dos madeirenses”, observou, para logo acrescentar: “Eu faço votos para que tudo continue como está, com crescimento económico e desemprego em mínimos históricos [3,5% no segundo trimestre de 2026] e a confiança instalada.”

Em relação ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, destacou as obras em curso para criar 600 novos lugares em lares geridos por instituições particulares de solidariedade social e a construção de 325 fogos habitacionais.

O governante estima a conclusão destes projetos entre setembro e outubro e, por outro lado, assegurou que nenhuma obra financiada pelo PRR ficará por concretizar no arquipélago.

“Não, não vai ficar por cumprir”, reforçou.

O presidente do executivo madeirense endereçou também uma mensagem de apoio à comunidade na Venezuela, realçando que recebe informação semanal sobre a situação decorrente dos sismos registados no país em 24 de junho.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 causaram pelo menos 6.301 mortos e 73.356 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.

“Continuamos em articulação com os nossos conselheiros [das comunidades] em todos os estados e tenho uma informação semanal da situação na Venezuela”, disse Miguel Albuquerque e acrescentou: “Penso que as coisas vão-se recompor e que a Venezuela vai voltar a ser um país próspero e democrático.”

Este ano, a missa em honra da Assunção de Nossa Senhora – que na Madeira é também designada por Nossa Senhora do Monte – foi presidida pelo cónego Marcos Gonçalves, vigário-geral da Diocese do Funchal, porque o bispo Nuno Brás está na Venezuela, no âmbito de uma visita às comunidades.

A festa de Nossa Senhora do Monte remonta aos primórdios da colonização da ilha da Madeira e é um dos maiores e mais concorridos arraiais do arquipélago, sendo que a devoção dos madeirenses está ligada a um momento trágico na história da ilha, quando uma aluvião em 1803 provocou a morte de aproximadamente mil pessoas.

Para ajudar a enfrentar esta calamidade, a diocese do Funchal considerou, no ano seguinte, a Senhora do Monte como a padroeira da Madeira.

Em 2017, as festividades ficaram marcadas por um acontecimento trágico: em 15 de agosto, no decorrer das cerimónias religiosas em honra da Assunção de Nossa Senhora, um carvalho centenário de grande porte tombou sobre a multidão que aguardava no Largo da Fonte a passagem da procissão, matando 13 pessoas e ferindo 50.


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A Escola do Mar dos Açores (EMA) recebeu, no dia 11, a visita do cônsul do Canadá em Portugal, Eduardo Collier. A visita teve como objetivo manter as conexões existentes entre o arquipélago e a embaixada canadiana