Em declarações ao Açoriano Oriental, o cônsul explica que a Embaixada do Canadá possui vários contactos com os Açores, tanto na secção consular como também na secção política. “Esta viagem foi mais ou menos nesse sentido, fortalecer os laços que já existem e criar também novos contactos”, referiu Eduardo Collier.
“Objetivo da visita foi também conhecer um pouco melhor o trabalho que eles fazem na instituição, a missão que eles têm, particularmente as capacidades que eles oferecem também na área de formação”, explicou.
O cônsul admite ter ficado “bastante impressionado” com o que viu, visto ter sido a sua primeira visita à instituição, apesar de já a conhecer.
“Eu fiquei bastante impressionado com tudo que eles oferecem porque abrangem várias áreas e o que eu senti nesta viagem agora também é que eles estão a tentar criar um movimento económico na área da economia azul”, salientou.
O dirigente afirma também que a EMA acaba por ser uma “ferramenta que está a ajudar a movimentar a indústria”. “Eu fiquei muito impressionado com isso, para além de nos terem recebido muito bem”.
O representante do Canadá fez ainda um breve resumo da sua visita: “Eu passei um dia com eles lá. Eu, na verdade, nunca passei um dia inteiro com uma organização assim. Então, realmente aprendi bastante com eles e nós tivemos o tempo de conversar, fazer um brainstorming de como podemos avançar objetivos e saí de lá com alguns projetos já em mente que vamos continuar a discutir para ver se até o fim desse ano, no começo do ano que vem, podemos implementar essas ideias”.
“Eu nasci
no Brasil, mas migrei para o Canadá quando tinha 16 anos e não falava
inglês. As primeiras pessoas que me acolheram no Canadá eram açorianos. Os filhos de descendentes de imigrantes açorianos que estudavam na
minha escola e que falavam também português ajudaram-me no processo de
adaptação. De um lado pessoal, eu tenho um carinho muito grande para com
a comunidade açoriana, porque foi quem realmente me recebeu de braços
abertos no Canadá”, revelou Eduardo Collier.
