Marinha termina estudo sobre fundo do mar dos Açores
O navio hidrográfico português D. Carlos I estudou, durante mais de três meses, o fundo marinho dos Açores, ao abrigo do projecto que pretende alargar áreas do leito e subsolos para além do limite das 200 milhas.
Autor: Lusa/AO
A embarcação, que regressou na sexta-feira à Base Naval de Lisboa, no Alfeite, realizou "levantamentos hidrográficos em diversas áreas em torno da Zona Económica Exclusiva dos Açores", no âmbito do projecto de extensão da Plataforma Continental, no qual Portugal participa desde Janeiro de 2005, informou segunda-feira o portal da Marinha.
Segundo a Armada, Portugal propõe-se, com este projecto, "reclamar áreas do leito e subsolos marinhos para além do actual limite das 200 milhas, dando-lhe a oportunidade de demonstrar, no plano internacional, conhecimento e capacidade científico-tecnológica no domínio dos mares e das ciências do mar".
Durante os "mais de cem dias de missão", foram também "recolhidos dados de magnetismo", com recurso a "um magnetómetro rebocado à popa do navio".
O D. Carlos I navegou, desde 21 de Abril, 1.915 horas, percorreu 17.100 milhas náuticas e sondou 173.000 quilómetros quadrados de fundo marinho.
O navio está equipado com "um sistema sondador multifeixe de grandes fundos", que permite captar informação de profundidade "de elevada exactidão e com cobertura total do fundo", tornando possível o estudo de estruturas do subsolo marinho desconhecidas.
