Açoriano Oriental
Margens da lagoa das Furnas deixam de ter pastagens a partir de julho
O Governo dos Açores assinou hoje um contrato de permuta de terrenos que acabará com as pastagens nas margens da lagoa das Furnas a partir de 01 de julho, no âmbito do projeto de combate à eutrofização das águas.
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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

A retirada das pastagens das encostas que envolvem a lagoa visa diminuir a afluência de nutrientes às águas e, por essa via, o excesso de matéria orgânica dentro da lagoa, evitando que se transforme num pântano.

"Com esta retirada da atividade pecuária de cerca de 60 hectares na margem oeste da lagoa das Furnas, já a partir do próximo dia 01 de julho, cria-se em todo o perímetro da lagoa uma área de cerca de 900 hectares de proteção à massa de água", explicou o secretário regional dos Recursos Naturais, Neto Viveiros, na cerimónia de assinatura dos contratos de permuta de terrenos.

Na mesma cerimónia, foi ainda apresentado o projeto de desvio de afluentes da ribeira do Salto da Inglesa, igualmente com o objetivo de reduzir a afluência de nutrientes à lagoa das Furnas.

Esta "relevante obra hidráulica", segundo Neto Viveiros, está orçada em 1,3 milhões de euros, devendo arrancar os trabalhos até final do ano.

"Com estas duas intervenções, e tomando por base os dados constantes dos estudos de caracterização do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, prevemos reduzir em mais de 50% a carga total de nutrientes que afluem à lagoa", afirmou.

No âmbito do projeto de recuperação da bacia hidrográfica da lagoa das Furnas, o Governo Regional comprou 265 hectares de terrenos agrícolas (7,5 milhões de euros). Até agora, foram recuperados 220 hectares de terrenos, removidas 4.500 toneladas de ervas de pastagens, erradicada a flora invasora de 160 hectares de pastagens e plantadas mais de 115 mil árvores e arbustos de 50 espécies, segundo dados revelados hoje por Neto Viveiros.

"No entanto, não estamos satisfeitos. Apesar dos múltiplos e sucessivos esforços para conter e contrariar o processo de eutrofização, a lagoa das Furnas ainda não apresenta os parâmetros qualitativos que ambicionamos", disse Neto Viveiros.

Neste contexto, além da obra de desvio de afluentes hoje apresentada, referiu que estão a ser estudadas outras formas de combate à proliferação de algas na água com recurso "a tecnologias recentes e inovadoras".

O projeto de recuperação da bacia hidrográfica das Furnas recebeu o Prémio Nacional de Paisagem 2012 e foi nomeado para o Prémio de Paisagem do Conselho da Europa.

 

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