Mais um estudante morto após confrontos na Bolívia

Mais um estudante morto após confrontos na Bolívia

 

Lusa / AO online   Internacional   26 de Nov de 2007, 10:59

Um estudante morreu em Sucre, elevando para quatro o número de mortos nos confrontos registados após a aprovação do projecto de constituição do Presidente boliviano, Evo Morales, sem os votos da oposição.
Fontes do Hospital Santa Bárbara confirmaram que o estudante José Luís Cardozo, de dez anos, morreu esta madrugada depois de ter ficado ferido no sábado.

Fontes oficiais referiram que um polícia foi linchado por uma multidão na madrugada de domingo e outros dois jovens manifestantes morreram, um no sábado e outro domingo.

Entretanto, a calma regressou nas últimas horas a Sucre, depois da retirada das forças policiais. As televisões locais mostraram imagens da cidade num ambiente de calma, sem polícias, mas com sinais da violência registada nos últimos três dias, dezenas de instalações e veículos oficiais queimados e saqueados.

Líderes civis de Sucre, capital oficial mas não efectiva da Bolívia, e o bispo da cidade, o espanhol Jesus Perez, apelaram aos manifestantes para se controlarem.

Pelo menos 130 pessoas ficaram feridas nos confrontos, algumas em estado grave, incluindo uma em coma, informaram fontes do hospital de Sucre.

O Presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que está assegurada a ratificação do projecto da nova carta magna, apesar de ter sido aprovada por apenas 136 dos 255 deputados.

Numa mensagem transmitida pela televisão estatal, Morales declarou que a sua proposta “será referendada e aprovada em referendo do povo boliviano”.

Sábado, a maioria favorável ao governo socialista de Morales na Assembleia Constituinte da Bolívia aprovou em Sucre o texto global de uma nova constituição política.

O texto, que foi aprovado apesar da ausência da oposição liberal e conservadora, deverá ser discutido "mais tarde na especialidade, artigo por artigo".

A Assembleia Constituinte realiza-se actualmente sob medidas de alta segurança numa escola militar próxima de Sucre, no sudeste da Bolívia, mas sem os deputados da oposição liberal e conservadora.

A oposição ao governo de esquerda de Evo Morales considera que a realização desta assembleia sem os seus deputados é ilegal.

Os deputados do Movimento para o Socialismo (MAS), partido de Morales, participam na assembleia sob a pressão de centenas de estudantes e habitantes de Sucre, que se manifestam para exigir da Assembleia que esta cidade se torne capital da Bolívia em detrimento de La Paz.

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