Mais de metade do território em seca extrema e bacias abaixo do normal

Mais de metade do território em seca extrema e bacias abaixo do normal

 

Lusa / AO online   Nacional   28 de Jul de 2012, 12:21

Oitenta por cento do território nacional está em seca severa ou extrema e a água armazenada nas bacias hidrográficas encontra-se abaixo do habitual, revela o relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca.

 

O documento agora divulgado pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT) reporta-se à situação do país no mês de junho, ocasião em que "16 por cento do território se encontrava em seca moderada, 24 por cento em seca severa e 56 por cento em seca extrema”.

Uma situação provocada pela falta de chuva, que se tem vindo a registar desde o início do ano. O valor da precipitação mensal ficou 60 por cento abaixo da média, continuando contudo a ser superior a 2004/2005 (ano em que ocorreu a mais grave situação de seca).

No mês passado, o valor médio da quantidade de precipitação foi de 14 mm, número inferior à média verificada no período 1971-2000 (32.2 mm).

O norte foi a região que registou mais precipitação (cerca de 70 por cento em relação ao valor normal), ao contrário do que aconteceu no sul do país: “Nas regiões do Alentejo e Algarve os valores foram muito baixos, não se verificando precipitação em muitos locais”.

A pouca chuva provocou uma diminuição da percentagem de água no solo. O relatório sublinha a situação nas regiões do sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, onde se registaram valores inferiores a 20 por cento.

Na avaliação hidrográfica, o cenário também não é favorável: no último dia de junho, comparativamente com o último dia do mês de maio, verificou-se um aumento do volume de água armazenado em duas bacias hidrográficas e uma descida em dez.

Da mesma forma, os níveis de armazenamento por bacia hidrográfica apresentam valores inferiores às médias registadas habitualmente nesta altura do ano: das 56 albufeiras monitorizadas, 14 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e sete têm disponibilidades inferiores a 40 por cento. As exceções são as bacias do Ave, Mondego e Mira, com valores superiores.

Já as campanhas de rega a partir das barragens hidroagrícolas decorrem dentro da normalidade, à exceção de Odivelas, Lucefecit, Silves, Lagoa e Portimão.


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