Açoriano Oriental
Saúde
Mais de 20 mil portugueses morrem por ano vítimas de AVC
Vinte mil pessoas, quase 200 por 100 mil habitantes, morrem anualmente em Portugal vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), uma taxa superior à da média da União Europeia, disse à Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose.
Mais de 20 mil portugueses morrem por ano vítimas de AVC

Autor: Lusa/AOonline
"Por AVC temos uma mortalidade que deve andar à volta de 190 a 200 doentes por 100 mil habitantes, o que é um número elevado em relação à maioria dos países da União Europeia", disse o presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, no âmbito do Congresso de Aterosclerose que decorre esta sexta-feira e sábado em Vilamoura.

    O professor e médico Espiga de Macedo referiu que, por ano, Portugal regista "20 mil ou mais doentes a morrerem de doença vascular cerebral", números elevados em relação à média da União Europeia, mas não em relação aos últimos países que aderiram à UE, os chamados países de Leste, admite.

    A aterosclerose (envelhecimento das artérias) é uma doença silenciosa que ocorre no interior das paredes das artérias onde se desenvolvem placas ateroscleróticas, uma combinação de "colesterol e outras matérias gordas", "cálcio" e "componentes do próprio sangue" que provocam espessamento e perda de elasticidade das artérias, podendo causar problemas de saúde graves, segundo Espiga de Macedo.

    Para combater esta doença, que envelhece as veias, a Sociedade Portuguesa de Aterosclerose alerta para que as pessoas "acreditem nos conselhos dos médicos" e "sigam os tratamentos médicos", além de corrigirem a dieta (sem gorduras e fritos) e praticarem exercício físico.

    A formação de placas ateroscleróticas pode ser combatida através da diminuição da ingestão de gorduras, carne e sal e com o aumento do consumo de peixe, leguminosas, frutas e vegetais.

    Reduzir o consumo de álcool, controlar o stress e os níveis de hipertensão arterial, deixar de fumar e praticar exercício são outras formas de prevenir a aterosclerose.

    A tensão arterial e o colesterol altos, a obesidade, o tabaco e a vida sedentária são alguns dos factores que contribuem para o desenvolvimento da aterosclerose e que acabarão também por contribuir para que uma pessoa tenha um acidente cardíaco ou cerebral ou um problema de circulação periférico, alerta Espiga de Macedo.
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