Maioria dos funcionários públicos fica a perder com subida do IRS e reposição do subsídio de Natal

Maioria dos funcionários públicos fica a perder com subida do IRS e reposição do subsídio de Natal

 

Lusa/AO online   Economia   16 de Out de 2012, 08:03

A maioria dos funcionários públicos vai perder rendimento no próximo ano face a 2012, mesmo com a reposição do subsídio de Natal, segundo as simulações feitas pela Deloitte para a Lusa.

A subida do IRS é a grande responsável para esta situação e apenas nos agregados em que o rendimento mensal bruto não ultrapassa os 1.000 euros mensais é que esta situação não se verifica. Em todos os outros cenários analisados pela consultora, seria melhor para os contribuintes continuar sem subsídio de férias e de Natal e manter o IRS sem alterações.

No caso de um casal, em que ambos os cônjuges recebem dois mil euros brutos por ano, a perda de rendimento líquido é de mais de 1%. Para este casal, tendo em conta a redução salarial entre 3,5% e 10% em vigor e tendo em conta o corte do subsídio de férias e de Natal, o salário bruto anual seria de 46.320 euros. Em 2013, com a reposição do subsídio de Natal, o rendimento anual será de 50.180 euros.

Mas esta subida de rendimento bruto vai ser mais do que anulada pela subida do IRS a pagar: de pouco pais de 7.000 euros, para mais de 10.800 euros. O resultado é uma diminuição do rendimento líquido de 33.366 euros para 33.030 euros.

Já no caso de um casal em que o rendimento mensal bruto de cada cônjuge seja de 1.000 euros, o resultado é o contrário. O rendimento anual passa de 24.480 euros em 2012 para 26.240 euros em 2013 e o IRS a pagar sobe de 1.663,14 euros para 2.929,70 euros. O resultado é um ganho líquido de 273,44 euros ou 1,38%.

Para a generalidade dos outros casos analisados, quer seja um contribuinte individual ou um casal em que cada membro recebe um salário bruto de 700 euros; quer seja um casal em que cada um recebe 4.000 euros brutos por mês; ou um casal em que o salário bruto mensal é de 5.000 euros, todos perdem com a substituição. Ou seja, seria melhor manter o corte de dois subsídios e manter também o IRS em vigor em 2012.


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