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Magra vitória ameniza fraca exibição portista

Magra vitória ameniza fraca exibição portista

 

Lusa/AO online   Futebol   26 de Set de 2008, 22:36

Uma equipa do FC Porto pouco brilhante venceu hoje o inofensivo Paços de Ferreira por 2-0, regressando aos triunfos na quarta jornada da Liga de futebol, mas sem fazer por completo as pazes com os adeptos
O médio Raul Meireles (14 minutos) e o suplente Hulk (74) foram os autores dos golos do tricampeão português, num desafio que não deixa saudade, tal a pobreza do espectáculo proporcionado.
Em vésperas de visitar o Arsenal, para a Liga dos Campeões, e Sporting, na quinta ronda da Liga, o FC Porto conseguiu, no entanto, o mais importante: os três pontos, que dão alento para os próximos e complicados desafios.
Com este resultado, os “dragões” encurtaram para um ponto a diferença para o Sporting, que sábado visita o Benfica, e o Nacional da Madeira, o duo de líderes do campeonato.
Depois de ter feito o Benfica sofrer na última ronda, esperava-se mais do Paços de Ferreira, até porque o FC Porto mostrou, de novo, estar ainda longe dos parâmetros exibidos nas últimas épocas, sendo insuficiente a desculpa da ausência do “comandante” Lucho González, poupado por Jesualdo Ferreira. 
Além da falta de eficácia e capacidade para criar mais situações de perigo, esperava-se também maior atitude competitiva de uma equipa que tem ainda muito trabalho pela frente para mostrar a consistência e qualidade habituais.
Mesmo assim, a primeira parte teve praticamente sentido único, a baliza de Cássio, que, aos seis minutos, brilhou ao negar o golo a Lisandro Lopez e a Farias, este último na recarga. 
Perante um Paços muito "macio", o FC Porto dominou e, numa falha de marcação, chegou ao golo: liberto à entrada da área, Raul Meireles recebeu a bola e colocou-a fora do alcance do guarda-redes, obtendo um golo de belo efeito.
Os “azuis e brancos” persistiram no ataque e, aos 20 minutos, Rodriguez ganhou um ressalto e correu para a baliza, mas atirou por cima.
Sete minutos depois, Raul Meireles colocou Lisandro isolado perante Cássio, mas o argentino fez o mais difícil e errou o alvo.
Inofensivos, os pacenses demoraram a incomodar e só perto do intervalo Ricardo, de longe, obrigou Helton a aplicar-se, com Cristiano a desperdiçar a recarga.
Os pacenses surgiram mais afoitos após o intervalo, posicionando-se mais à frente no terreno e Rui Miguel, Ricardo e Ozeia fizeram os primeiros remates, mas sem perigo.
Sem ideias, nem garra, os “dragões” sentiam dificuldades em exibir o seu jogo e não criaram perigo, aumentando a confiança do adversário, que obrigou Helton a defender com dificuldade para canto um remate de Pedrinha (65 minutos), com os assobios a fazerem-se sentir.
Candeias, aos 71 minutos, deu um pontapé no marasmo, mas errou o alvo, até que, aos 74, o recém-entrado Hulk sentenciou a partida: o brasileiro libertou Raul Meireles na esquerda e foi à pequena área emendar para a baliza, estabelecendo o 2-0.
A partir do segundo tento, a equipa "azul e branca" ganhou tranquilidade e, sem brilhar, geriu o resultado até final.

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