“O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura e é isso que estará, fundamentalmente, em causa nestas eleições”, afirmou o candidato apoiado pelo PCP, em declarações aos jornalistas num hotel em Lisboa, frente à sede do partido.
António Filipe considerou que o resultado obtido pela sua candidatura, com cerca de 1,5% dos votos, “ficou aquém do que o país precisa”.
Assim, prosseguiu, “em face do pacote laboral que o Governo PSD/CDS pretende levar por diante, da degradação do Serviço Nacional de Saúde que está em curso, da negação do direito à habitação, dos ataques que se vão intensificar contra os direitos sociais consagrados na Constituição, o povo português terá de encontrar a força necessária para lutar contra esses propósitos reacionários [do candidato apoiado pelo Chega]”.
Questionado pelos jornalistas, António Filipe disse não ter qualquer arrependimento relativamente à sua candidatura.
“Se voltássemos ao princípio, por mim, faríamos exatamente o mesmo por entender que esta candidatura se impunha, era uma candidatura que era necessária perante os candidatos do consenso neoliberal que estavam apresentados”, salientou.
O candidato apoiado pelo PCP considerou que o povo português vai enfrentar tempos exigentes e garantiu que estará “convictamente ao seu lado na luta pelos seus direitos, sem qualquer desânimo ou vacilação, desde já com o seu pronunciamento na segunda volta”.
“A partir de amanhã [segunda-feira], estaremos cá com a mesma determinação e coragem com que fizemos esta campanha”, garantiu.
