"Magalhães" chega ao mercado às zero horas de sábado


 

Lusa/AO   Nacional   26 de Set de 2008, 10:57

A FNAC, que a partir das 00:00 de sábado comercializa nas suas lojas dos centros comerciais Colombo (Lisboa) e NorteShopping (Matosinhos) o computador portátil "Magalhães" está à espera de vender "um número bastante considerável" de unidades.
Contactada hoje pela Lusa, fonte da FNAC afirmou que, pelos contactos recebidos através do Call Center da loja, é “esperada muita gente” para adquirir o “Magalhães” nas primeiras horas da sua venda.

    Os primeiros 200 clientes vão receber um “Cheque-oferta” no valor de 86 euros.

    “Desde há 15 dias que já recebemos centenas de telefonemas de pessoas a quererem saber mais pormenores sobre a venda do computador”, acrescentou a fonte.

    As lojas Fnac vão comercializar duas versões do "Magalhães", uma idêntica à do programa "e-escolinhas" (com a designação "Descobrir Portugal") e outra com software para iniciação à Internet e aos programas Word e Excel ("60 Minutos").

    A partir de sábado, a FNAC comercializará o “Magalhães” em todas as suas 13 lojas existentes em Portugal.

    Os primeiros 3.000 "Magalhães" foram entregues terça-feira em escolas do primeiro ciclo de 16 concelhos, a preços que variam entre os zero e os 50 euros, consoante o escalão da acção social escolar de cada aluno.

    Estes primeiros computadores foram distribuídos sem acesso à Internet, que é facultativo no programa "e-escolinhas", desconhecendo-se ainda os tarifários que serão praticados pelas quatro operadoras associadas ao projecto, TMN, Vodafone, Optimus e Zon.

    Fonte da TMN disse à agência Lusa que "ainda não estão definidos os tarifários" que a empresa vai praticar, garantindo, contudo, que "há-de haver condições especiais" para os "Magalhães".

    "O que faremos, com certeza, é que o candidato não tenha mais nenhum custo para poder ter Internet", referiu a fonte, revelando que a TMN vai oferecer o router e a placa de navegação.

    Apesar de ser um computador associado a um programa do Ministério da Educação, o "Magalhães" terá impacto no mercado dos portáteis e poderá vir a criar alguns negócios paralelos.

    Carlos Andrade, consultor de informática, disse à Lusa que o surgimento do "Magalhães", com muitos jogos e programas educativos e a um preço muito baixo (para os alunos do primeiro ao sexto ano), deverá causar uma redução drástica nas vendas de computadores de brincar, que têm capacidades muito limitadas.

    "Estou a ver aqui um novo negócio a aparecer, com toda a gente a querer um pega personalizada", afirmou Carlos Andrade, referindo-se à possibilidade de substituir a capa e pega amovível que envolve o "Magalhães".

    Gabriel Braga, funcionário da rede de lojas de informática Chip7, admitiu que o "Magalhães" venha a ser um forte concorrente dos pequenos portáteis já existentes no mercado, dado ter características superiores.

    O vendedor deu como exemplo o portátil que lidera actualmente o top de vendas da Chip7, "Asus Eee PC 4GB Linux", que tem um preço promocional de 249 euros, mas a capacidade do disco (4 gigabites) é muito menor do que a do "Magalhães" (30 gigabites).

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