Açoriano Oriental
Maduro desvaloriza reunião que aprovou sanções contra ele e mais 28

O Presidente Nicolás Maduro, disse que fracassou a reunião de membros do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), que aprovaram a restrição de circulação e congelamento de recursos financeiros de 29 pessoas do regime venezuelano, incluindo ele próprio.

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Foto: Miguel Gutierrez
Autor: Lusa/AO Online

"Fracassou a reunião do TIAR. Foi uma reunião de fantoches, de palhaços", disse Nicolas Maduro, aludindo à reunião realizada terça-feira na capital colombiana, Bogotá.

Nicolás Maduro falava no Círculo Militar de Caracas, durante um evento sobre o Cartão da Pátria [que garante apoio económico estatal aos venezuelanos], transmitido em simultâneo e obrigatoriamente pelas rádios e televisões do país.

"Com TIAR ou sem TIAR, não têm podido com a Venezuela", frisou.

Na ocasião, Maduro acusou o seu homólogo colombiano, Iván Duque, de pretender usar a reunião do TIAR para "desviar a atenção" dos problemas internos que afetam a Colômbia.

"Duque quer desviar a atenção da imensa crise política, económica e social. O povo da Colômbia protesta há 13 dias contra Iván Duque", disse.

Durante o evento, Nicolás Maduro referiu-se ao líder opositor e presidente do parlamento - onde a oposição detém a maioria é maioritária -, advertindo-o de que a justiça o espera.

"O imbecil maior deu a si próprio KO. Acabou-se politicamente. Agora o que o espera é a prisão, para que pague pelos crimes que cometeu. Isso é o que te espera. O povo da Venezuela pede justiça", acentuou.

Os países subscritores do TIAR aprovaram na terça-feira uma resolução com sanções que restringem a circulação e os recursos financeiros de 29 pessoas ligadas ao regime venezuelano, incluindo o próprio Nicolás Maduro.

A aprovação das sanções foi anunciada em conferência de imprensa pela ministra das Relações Exteriores colombiana, Claudia Blum.

A listagem contém 29 nomes e, além do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aparece a sua mulher, Cília Flores, o segundo homem mais forte do 'chavismo' e presidente da Assembleia Constituinte - composta unicamente por simpatizantes do regime -, Diosdado Cabello, e o empresário Raul Gorrín, proprietário de empresas de seguros e da estação privada de televisão, venezuelana Globovisión.

A crise na Venezuela intensificou-se desde janeiro último, quando o presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de Presidente interino do país, até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas no país.

Mais de 4,5 milhões de venezuelanos abandonaram o seu país, desde 2015, escapando da crise.


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