Líder da CGTP diz que a próxima Greve geral é a forma de luta mais importante dos últimos anos


 

LUsa/AO On Line   Nacional   22 de Nov de 2010, 05:43

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, afirmou que os objetivos da greve geral “estão a ser assumidos pela generalidade dos trabalhadores” e considerou que esta é a luta sindical mais importante da última década para os jovens
.

“Já ganhámos muita coisa [desde a altura em que a greve geral do dia 24 de novembro foi convocada pelas CGTP e UGT] e uma delas foi trazer à sociedade a perceção de que esta luta do movimento sindical é, talvez, na última década, aquela que traz mais conteúdo para a juventude”, declarou Carvalho da Silva, no domingo, à margem de uma ação de mobilização dos trabalhadores dos centros comerciais.

O líder da CGTP destacou que Portugal vive “uma situação inédita: num contexto em que é possível produzir riqueza e distribuir melhor essa riqueza, querem convencer a juventude de que a situação no futuro, a sua vida, vai ser pior do que a dos pais e dos avós”.

Carvalho da Silva frisou que se trata “de uma injustiça enorme” e que “começa a haver um grande despertar da sociedade e dos próprios jovens para esta realidade e para a necessidade de responder a estes problemas”.

Prova disso, continuou, é que “os objetivos desta greve estão a ser assumidos pela generalidade dos trabalhadores e da sociedade”.

O sindicalista fez um balanço muito positivo das iniciativas para incentivar os trabalhadores a aderirem à greve, sublinhando a “disponibilidade das pessoas para dialogarem” e conversarem sobre as causas das dificuldades cada vez maiores dos trabalhadores.

“Há uma grande disponibilidade, uma grande sensibilidade. Apesar de haver muitos [trabalhadores] que estão numa precariedade absoluta e sofrem chantagens, vamos ter uma enorme greve geral”, assegurou.

Para Carvalho da Silva, a greve geral tem servido também introduzir na discussão política temas que interessam.

“Com esta greve, conseguiu-se a introdução de temas que interessam e as pessoas estão a perceber que é importante discutir como é que a agricultura pode produzir melhor, como é que a indústria e os serviços podem ser úteis ao desenvolvimento da sociedade e como é que se cria esperança, como é que se pode substituir o baixar dos braços por uma atitude de responsabilização e de valorização do trabalho”, declarou.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.