José Sócrates reafirmou "caminho reformista" do Governo


 

Lusa/AO   Nacional   26 de Nov de 2007, 05:15

O líder do PS e primeiro-ministro José Sócrates reafirmou hoje, em Coimbra, que o seu Governo vai prosseguir no "caminho reformista" e destacou que, desde 2005, foram criados 105,9 mil novos postos de trabalho.

Reconhecendo que o desemprego é o "problema mais sério que o país enfrenta", José Sócrates sublinhou que desde 1998, "não havia tantos portugueses a trabalhar", com 5,2 milhões de empregados, num plenário com militantes socialistas, que hoje decorreu num hotel de Coimbra.

    "Desde 1998 que não tínhamos tantos portugueses a trabalhar. A economia está a gerar empregos", afirmou o secretário-geral socialista, que falou ininterruptamente durante cerca de uma hora, tendo por detrás a inscrição "2005-2007 Um Governo com resultados".

    Ao analisar os seus dois anos e meio de mandato, José Sócrates destacou o esforço do Executivo na contenção do défice orçamental, na retoma do crescimento económico, na Educação e a aposta numa nova geração de políticas sociais como os quatro pontos principais da sua acção governativa.

    "Dois anos depois de tomarmos posse, ainda este ano, em 2007, o PS no Governo porá as contas públicas em ordem e o défice orçamental estará finalmente contido dentro dos limites dos acordos internacionais do país", afirmou.

    "Este ano, um ano antes do nosso programa, o défice orçamental estará contido nos três por cento", precisou.

    Considerando que "as reformas eram indispensáveis em Portugal", José Sócrates destacou o crescimento económico de 2007, com uma taxa de 1,8 por cento, foi o maior dos últimos cinco anos, e superior à soma dos anos da governação do anterior Governo (2002-2005).

    "O crescimento económico ainda não é aquilo que desejamos, mas é um crescimento sustentado. Estamos a melhorar ano após ano e em 2008 esperamos crescer acima dos dois por cento", sublinhou o líder do PS.

    Aos militantes, José Sócrates falou do empenho do Governo na Educação, com a introdução de aulas de substituição, o concurso de professores por três anos e a passagem de 30 para 70 por cento no número de escolas do 1.º ciclo que servem refeições aos alunos.

    Para o secretário-geral do PS, o programa Novas Oportunidades foi aquele que "mais orgulho" lhe deu, com 300 mil portugueses actualmente inscritos para adquirir uma dupla certificação.

    "Essas pessoas são exemplos de coragem, esforço e dedicação", frisou o líder do PS, que reiterou hoje a aposta do Governo no aumento da qualificação dos portugueses como "fundamental para o nosso sucesso".

    Para 2008, Sócrates anunciou que, pela primeira vez, o Orçamento de Estado vai dedicar à Ciência um por cento do Produto Interno Bruto, para financiar o investimento público no sector.

    Ao nível das políticas sociais, o dirigente socialista destacou a reforma da Segurança Social e o complemento solidário, que abrange 50 mil idosos, alguns dos quais com um apoio de mais 100 euros por mês, a acrescentar à pensão.

    "Portugal deixou de figurar na lista dos que tinham um sistema em risco e hoje tem uma Segurança Social mais forte, recusando a sua privatização como os partidos da direita queriam", afirmou, arrancando uma grande ovação dos militantes.

    O esforço do Governo na construção de creches e o aumento do apoio à natalidade e dos abonos de família foram também referenciados por José Sócrates.

    "Não me recordo de dois anos em que se tenha feito tanto nas políticas sociais, como nestes últimos", salientou o secretário-geral dos socialistas.

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