Jet Republic instala sede em Portugal


 

Lusa/AO   Economia   24 de Set de 2008, 06:15

A nova companhia de aviação executiva Jet Republic, que escolheu Portugal para sede, vai operar na Europa com 110 jactos privados, num investimento de mil milhões de euros (1.500 milhões de dólares) para responder a este mercado em expansão.
O anúncio foi feito terça-feira em Londres, no aeroporto de Farnborough, pelo presidente executivo da Jet Republic, Jonathan Breeze, que adiantou ter feito uma encomenda de 110 aviões Bombardier Learjet 60 XR novos, "a maior encomenda de jactos privados alguma vez feita na Europa".

    "Vamos voar para mais de mil aeroportos europeus. O nosso objectivo é redefinir o negócio dos jactos privados. Estimamos que 30 a 40 por cento dos clientes sejam do Reino Unido e da Irlanda, 20 a 25 por cento da Europa de Leste e da Rússia, 10 por cento da Áustria e outros 10 por cento da Suíça, sendo os remanescentes do resto da Europa", disse Jonathan Breeze.

    Sediada no Lagoas Park, Concelho de Oeiras, a Jet Republic conseguiu garantir um suporte financeiro "significativo" do Euram Bank (Áustria) e de um consórcio formado por clientes do mesmo banco.

    Jonathan Breeze sublinhou que o financiamento se deveu, entre outros aspectos, ao forte crescimento do mercado de aviação executiva, argumentando que o número de voos em jactos particulares aumentou 83 por cento entre 1998 e 2007, verificando-se um "acentuado" crescimento de 52,5 por cento só entre 2003 e 2007.

    Segundo as previsões do presidente executivo da Jet Republic, a frota mundial de jactos privados tem margem para crescer "substancialmente" durante os próximos 10 anos - de 13 por cento para 25 por cento.

    Com preços competitivos e 100 por cento neutra em emissões de carbono, a Jet Republic vai oferecer um serviço rápido, "de classe", com interiores desenhados por encomenda, que incluem melhorias nos lugares sentados e os mais recentes sistemas de segurança e comunicações.

    Uma das novidades é a conectividade para Blackberry ou iPod em voo, através do sistema de cabina.

    Mas não só: as viagens serão devidamente assistidas por um serviço de assessoria pessoal e discreto e com assistentes multilingues.

    Orientada para passageiros europeus, a nova operadora incluirá ainda refeições quentes e "café expresso feito na hora".

    Tudo para a Jet Republic se tornar "no padrão de referência para toda a restante concorrência", afirmam os responsáveis, que comparam a empresa a um "pequeno e intimista hotel de 5 estrelas" da aviação.

    Os aviões começam a voar em Outubro do próximo ano mas os primeiros clientes da Jet Republic poderão começar a voar a partir de segunda-feira para qualquer parte do mundo.

    Isto, graças a parcerias com as companhias charter europeias e através do Private Jet Card, um cartão recarregável e pré-pago para um mínimo de 25 horas que será disponibilizado imediatamente após o seu lançamento a 29 de Setembro.

    Além deste cartão, os passageiros têm à disposição o regime de propriedade partilhada - o "Proprietário por Quota" - ou seja, podem adquirir parte de um Learjet 60 XR, a partir de um preço-base de 875 mil dólares, a pronto ou a leasing.

    Os clientes pagam portanto a quota-parte correspondente às horas de voo de que precisam, num mínimo de 50 horas por ano, e suportam ainda um encargo mensal de manutenção.

    Quanto a vendas, Jonathan Breeze afirmou ainda não ter "números para avançar" mas adiantou que o nível de interesse será "significativo".


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