Jerónimo pede reforço da votação no PCP para impedir que PS imponha as suas políticas

Jerónimo pede reforço da votação no PCP para impedir que PS imponha as suas políticas

 

Lusa/Ao online   Nacional   9 de Dez de 2018, 20:22

O secretário-geral do PCP pediu este domingo, em Alpiarça, o reforço da votação no partido nas legislativas de 2019, sublinhando que essa é a única forma de continuar a impedir que o PS imponha as suas políticas.

Num discurso marcado pela enumeração de medidas que permitiram a reposição e valorização de direitos das pessoas, que atribuiu ao PCP (sem nunca se referir ao BE, o outro partido que assegura a maioria parlamentar que sustenta o Governo socialista), Jerónimo de Sousa alertou que este caminho “não encontra estrada para ser percorrida na extensão que se exige por opção do PS”.

“O que se alcançou, é bom que os trabalhadores e o povo tenham disso a consciência, foi porque o PS não tinha votos suficientes para impor a política que ao longo de quatro décadas fez sozinho ou com o PSD e o CDS”, não sendo “capaz de afirmar o que pretendia”, disse.

Falando num almoço de Natal que reuniu meio milhar de pessoas no pavilhão de exposições em Alpiarça (Santarém), Jerónimo de Sousa saudou o facto de este ano estarem na iniciativa mais 150 pessoas que no ano passado, sinal de que, “ao contrário dos vaticínios” que dão o partido como “morto ou moribundo”, mostra que este, “não só se aguenta, como cresce e avança”.

O líder comunista deixou mesmo um lema para ajudar a convencer os que reconhecem e até agradecem o trabalho do partido, mas não votam na CDU (Coligação Democrática Unitária, que integra o PCP e o PEV) por não conseguirem vencer a barreira do “preconceito”, afirmando que “o voto é sempre útil para quem o recebe, mas no PCP é útil para quem o dá”.

Jerónimo de Sousa desafiou a que se procure no programa do PS e no do Governo socialista as medidas que permitiram a reposição e conquista de direitos, citando, de uma canção, a frase ‘bem procuro, mas não encontro’, para afirmar que, “se essas medidas foram concretizadas, não é porque o PS quisesse, mas porque foi obrigado a aceitar as posições e as propostas do PCP”.

Para o secretário-geral comunista, “era possível ir mais longe”, mas o Governo socialista é “incapaz” de o fazer “em resultado das suas opções de classe, em convergência com o PSD e o CDS em eixos estruturantes da política de direita”, e por “se submeter aos interesses do grande capital e às imposições da União Europeia e do euro”.

“É verdade, o dinheiro não estica, mas se a prioridade é para tapar buracos da banca e dos banqueiros, se a prioridade é meter rodos de dinheiro no serviço da dívida, se é para ser mais papista que o papa em relação ao défice, naturalmente depois não chega para aumentar salários e responder às reivindicações e aos compromissos que foram assumidos” com professores, enfermeiros, forças de segurança ou oficiais de justiça, declarou.

Para Jerónimo de Sousa, Portugal “não tem ainda a política de que precisa” para o país “avançar a sério e ultrapassar os problemas sociais que se mantêm, e nalguns casos se agravam”, defendendo que “a verdadeira solução” está na “concretização de uma política patriótica e de esquerda”.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.