Açoriano Oriental
Avante!
Jerónimo encerra 'rentrée' com "baterias" apontadas ao Governo

O discurso do secretário-geral comunista vai hoje encerrar a ‘rentrée’ comunista e são expectáveis críticas ao Governo de António Costa pelo agravamento das condições de vida dos portugueses, assim como “pistas” sobre o reenquadramento do partido.

Jerónimo encerra 'rentrée' com "baterias" apontadas ao Governo

Autor: Lusa /AO Online

A 46.ª edição da “Festa do Avante!” chega ao fim depois de três dias de concertos, peças de teatro, cinema ao ar livre, exposições e, principalmente, debates, por exemplo, sobre o “aumento do custo de vida” – expressão utilizada pelos comunistas para descrever o que dizem ser o empobrecimento da população exacerbado pela inflação e pelas políticas do executivo PS.

Jerónimo de Sousa vai discursar no palco principal do certame político-cultural durante o comício de encerramento da “Festa” (como é designada pelos elementos do partido), pelas 18:00.

O discurso é habitualmente um rescaldo dos últimos meses com críticas à atuação do Governo. Se durante os anos da “geringonça” eram veladas e apontavam o que o PCP queria das negociações com o PS a propósito do Orçamento do Estado, agora, em cenário de maioria absoluta, Jerónimo de Sousa deverá apontar o dedo ao que está a falhar desde a entrada em funções do terceiro executivo de Costa.

É expectável que o caos nos serviços de urgência dos hospitais, a inflação e o aumento dos preços de bens essenciais e combustíveis, assim como as rendas e as prestações das casas, a estagnação de salários e pensões, e a guerra da Ucrânia e o posicionamento dos comunistas face ao conflito, estejam incluídos na declaração que Jerónimo de Sousa vai fazer aos militantes.

O discurso vai ser o momento alto da “Festa” e acontece no dia anterior ao Conselho de Ministros extraordinário que vai anunciar as ideias do Governo para contrariar os efeitos da inflação.

Também é expectável que a intervenção apresente sinais sobre a Conferência Nacional do PCP, prevista para 12 e 13 de novembro.

A conferência – a quarta na história do PCP – vai ser organizada com o propósito de auscultar os militantes e reenquadrar o partido face à realidade do país: a maioria absoluta do PS e o aumento do custo de vida para os portugueses, e do mundo: a invasão russa à Ucrânia e a incerteza quanto à paisagem geopolítica internacional para o futuro.

Sobre o conteúdo da conferência ainda nada se sabe, mas fonte do partido disse à Lusa na última semana que o secretário-geral vai fazer referência às temáticas no discurso do comício de encerramento, que marca a ‘rentrée’ comunista, no domingo, o momento alto da “Festa”.


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