Número de funcionários públicos diminui no 2º trimestre

Número de funcionários públicos diminui no 2º trimestre

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Out de 2013, 13:40

O número de funcionários públicos no final do segundo trimestre era de 574.946, uma redução de 6.711 face ao primeiro trimestre do ano e menos 28.222 face a junho de 2012, segundo o boletim estatístico de emprego público.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), o emprego nas administrações públicas situava-se nos 574.946 [postos de trabalho] a 30 de junho, o que representa um decréscimo de 6% face a 31 de dezembro de 2011, e uma variação negativa de 4,7%, em termos homólogos.

Para este comportamento contribuiu essencialmente o subsetor da administração central que representa 74,5% dos postos de trabalho no setor das administrações públicas.

Considerando a variação acumulada do emprego desde o final de 2011, a diferença mais significativa ocorreu no terceiro trimestre de 2012, entre 30 de junho e 30 de setembro, período que registou uma redução de 23 mil postos de trabalho.

Esta redução reflete “o caráter sazonal do emprego na atividade de educação pela mudança de ano letivo durante este período, em particular com significativa caducidade de contratos a termo de docentes em estabelecimentos de ensino e saída definitiva de trabalhadores”.

Por outro lado, nos últimos 18 meses, até 30 de junho de 2013, a reforma/aposentação constituiu o principal motivo de saída de trabalhadores (58,5% das saídas) para o total administrações públicas.

De ressalvar ainda que em 30 de junho deste ano, em cada 100 trabalhadores que constituem a população ativa portuguesa (empregados e desempregados) 10,07 trabalham numa entidade das administrações públicas.

Em média, mais de metade dos trabalhadores no setor das administrações públicas são mulheres (56,4%), sendo a taxa de participação feminina mais expressiva nas administrações regionais dos Açores (65,1%) e da Madeira (70,5%).

A idade média estimada para os trabalhadores das administrações públicas é de 45 anos, tendo aumentado 0,7 anos face ao período homólogo.

No entanto, não considerando as carreiras das Forças Armadas e de Segurança, onde se concentram os maiores índices de renovação, a idade média dos trabalhadores civis das administrações públicas aumenta para 46,5 anos de idade.

Quanto ao nível de tecnicidade do emprego nas administrações públicas, 47,5% dos trabalhadores possuem habilitação de ensino superior.

Segundo a distribuição do emprego por regiões, a maior concentração geográfica de estabelecimentos de educação dos ensinos básico e secundário públicos situa-se, no final de junho 2013, na região Norte onde se regista também, em média, o maior número de docentes por estabelecimento (151,6, em média).

Na área da saúde, e numa distribuição por NUTS II (inclui Portugal Continental, Madeira e Açores), do rácio do pessoal de saúde por mil residentes é relativamente uniforme no Continente, variando entre 6,4 (no Alentejo) e 7,6 (em Lisboa).

A publicação trimestral do Boletim Estatístico do Emprego Público traduz um compromisso do Governo assumido no Programa de Assistência Económica e Financeira, no âmbito do qual o executivo se comprometeu a reduzir em 2% ao ano o número de efetivos entre 2012 e 2014.

 


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