"A aceleração do IPC (Índice de Preços no Consumidor) é explicada em grande medida pelo aumento do preço dos combustíveis", indica o INE.
O índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 15,3% (12,2% no mês anterior), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados acelerou para 3,7% (3,4% em agosto).
Já o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis como alimentos não transformados e energia, registou uma variação homóloga de 2,7% (2,6% em agosto).
Em termos mensais, o IPC registou uma taxa de variação de 1,2%, sendo que a classe com maior contributo positivo para a evolução do índice total foi a do vestuário e calçado, com uma variação de 21,5% (-6,4% no mês precedente e 22,5% em setembro de 2025), devido ao início do habitual período de comercialização dos produtos da época Outono/Inverno, explica o INE.
O gabinete de estatísticas divulga ainda o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor português, que é utilizado na comparação entre os países da União Europeia, que em setembro registou uma variação homóloga de 3,6%, taxa idêntica à do mês anterior.
Quanto à variação média dos últimos doze meses do IHPC português, esta foi 2,8% em setembro.
Para o conjunto do ano, o Governo estima que a inflação irá atingir os 2,9%, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027 entregue na semana passada no parlamento.
