Centro da UE de combate à desinformação passa a cooperar com candidatos à adesão

O Centro Europeu para a Resiliência Democrática, criado para reforçar a capacidade de resposta da União Europeia à desinformação e ingerências externas, vai passar a cooperar com os países candidatos à adesão, anunciou a Comissão Europeia



Em comunicado, a Comissão Europeia refere que os países que passarão a cooperar com o Centro Europeu para a Resiliência Democrática são a Albânia, a Bósnia-Herzegovina, a Moldova, o Montenegro, a Macedónia do Norte, a Sérvia, a Ucrânia e o Kosovo.

“A convite dos Estados-membros, estes parceiros poderão agora participar em vários projetos conjuntos, incluindo exercícios de gestão de crises, desenvolvimento de conceitos e metodologias comuns para detetar manipulações de informação ou ingerências por parte de intervenientes estrangeiros”, refere o executivo comunitário.

Outros projetos que o centro vai promover nestes países incluem o desenvolvimento de “métodos para avaliar a resiliência democrática”, incluindo através de “ações de formação específicas sobre a proteção de jornalistas, organizações da sociedade civil, verificadores de factos e políticos”.

O Centro Europeu para a Resiliência Democrática foi inaugurado em fevereiro deste ano e visa incentivar a cooperação entre Estados-membros e aumentar a capacidade de resposta da UE à desinformação e ingerência externa.

O centro pretende “evitar a fragmentação de esforços”, articulando redes e estruturas que já existem nos Estados-membros nas áreas da prevenção, deteção, análise e resposta a ameaças na esfera informacional, afirmou a Comissão Europeia num comunicado divulgado na altura.

Entre as prioridades para o primeiro ano de atividade está o desenvolvimento de “ferramentas para apoiar a resiliência das eleições”, articulando “legislação europeia, orientações não vinculativas e mecanismos de apoio aos Estados-membros no combate à manipulação e interferências externas”.

O centro tem previsto elaborar um plano para combater a desinformação e interferências externas e criar uma plataforma que reúna personalidades independentes, designadamente organizações da sociedade civil, grupos de reflexão, investigadores ou órgãos de comunicação social, para promover a divulgação de investigação e incentivar a troca de experiências.

O centro procura “promover a aprendizagem mútua, incluindo através da partilha de experiências e de boas práticas”, incentivando os países da UE com mais experiência no combate à desinformação e interferências externas a “apoiarem os outros, aumentando o nível geral de preparação”.

O lançamento deste centro tinha sido anunciado pela Comissão Europeia em novembro, no âmbito do “Escudo Europeu para a Democracia”, uma iniciativa voluntária com três pilares: salvaguardar a integridade do espaço de informação, reforçar instituições e fortalecer a resiliência da sociedade e a participação dos cidadãos.


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