“Eu acho que o importante relativamente a esse tema é perceber se o acordo que existe para a utilização da Base das Lajes está a ser cumprido ou não”, afirmou Mariana Leitão, em declarações aos jornalistas, à margem de uma ação no Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa.
Interrogada sobre as propostas de PCP e BE para avançar com uma comissão de inquérito parlamentar, Mariana Leitão criticou estas iniciativas.
“Essa comissão parlamentar de inquérito está a ser promovida com base numa questão ideológica profunda. Aliás, basta ler o texto que suporta a proposta de comissão para se perceber que aquilo é uma questão anti-imperialista, anti-Estados Unidos da América, anti-quase-tudo, anti-capitalismo e, portanto, é uma comissão parlamentar de inquérito que está a ser proposta por uma questão meramente ideológica e não necessariamente porque se pretendam quaisquer esclarecimentos”, criticou.
Para a IL, o importante é “perceber os termos em que o acordo está a ser cumprido ou não e só depois disso é que se poderá pensar em outros passos, nunca nesta fase, muito menos numa comissão parlamentar de inquérito nesta fase”.
A utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos da América, voltou à ordem do dia depois de na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter elogiado Portugal por aceitar o pedido dos Estados Unidos para utilizar a base no conflito com o Irão. Em entrevista à Fox News, Marco Rubio disse mesmo que essa autorização foi dada ainda antes de Portugal saber qual seria o pedido.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que “o pedido a Portugal para utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o Governo português só autorizou mediante condições que foram logo tornadas públicas e que são conhecidas”.
A Base das Lajes, nos Açores, é utilizada militarmente pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação.
