Açoriano Oriental
Horta vai apresentar uma denúncia à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

A Câmara Municipal da Horta, na ilha do Faial, vai apresentar uma denúncia formal à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, devido aos constrangimentos no transporte marítimo de mercadorias que se verifica na ilha do Faial.

Horta vai apresentar uma denúncia à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

Autor: Susete Rodrigues/AO Online

O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Carlos Ferreira, após uma reunião realizada com o presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, Francisco Rosa.


Em declarações ao jornalista, o autarca exige que sejam adotadas medidas porque “há uma degradação da qualidade de serviço. Estivemos a analisar os dados desde o início do ano e verificámos que a partir de abril a situação se agravou. Estas situações penalizam fortemente toda a economia da ilha e degradam a qualidade de vida da nossa população”.


Carlos Ferreira avançou ainda que já transmitiu as preocupações à secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e ao presidente do Governo Regional dos Açores.


“O município vai apresentar uma denúncia formal à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, que tem o dever de fazer cumprir a lei. O diploma legal em vigor está a ser violado e por isso tem que haver uma atuação da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes”, disse o presidente da Câmara da Horta, sublinhando que a população local está “penalizada, o tecido empresarial está penalizado, os visitantes estão penalizados”, por isso, tem que “haver uma solução. Há uma entidade competente, mas o Governo Regional e o município têm que se unir na defesa de um sistema de transporte marítimo de mercadorias em condições para o Faial e para todas as ilhas”.


Carlos Ferreira frisou que existem “constrangimentos e prejuízos sérios com a exportação dos nossos produtos, nomeadamente na exportação do gado em carcaça ou exportação dos lacticínios” e que, com o volume de obras em curso no Faial, do município e do Governo Regional, os materiais necessários para a concretização dessas obras “não estão a chegar na altura devida, o que penaliza igualmente o desenvolvimento das empreitadas”.


O autarca adiantou que já se encontra agendada para a próxima semana uma reunião com o executivo regional.


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