EUA

Homem que retalhou cadáveres para vender tecidos e órgãos declara-se culpado


 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Ago de 2008, 18:43

Um homem acusado de retalhar cadáveres para depois vender tecidos e órgãos a empresas médicas declarou-se culpado das acusações que lhe são imputadas por um tribunal de Filadélfia e pelas quais pode ser condenado a prisão perpétua.
Michael Mastromarino, de 44 anos, admitiu a sua culpabilidade em relação a centenas de acusações, entre as quais profanação de cadáveres, falsificação de documentos e roubo, crimes alegadamente cometidos ao longo dos quatro anos em que dirigiu uma rede envolvendo três directores de agências funerárias de Filadélfia.

    O suspeito está a ser julgado por crimes semelhantes em Nova Iorque, tendo-se declarado igualmente culpado e incorrendo numa pena de entre 18 e 54 anos de prisão.

    Os cadáveres, na sua maioria destinados a cremação, foram retalhados sem autorização e sem controlo médico e os órgãos, partes e tecidos retirados eram depois vendidos a companhias de todo o país para implantes dentários e ósseos e outras intervenções.

    A investigação judicial concluiu que cerca de 10.000 pessoas terão recebido órgãos ou tecidos fornecidos pela rede de Mastromarino, entre 2001 e 2005. Entre as suas vítimas conta-se o jornalista e apresentador de televisão anglo-norte-americano Alaistair Cooke, que morreu em 2004.

    Um dos directores das agências funerárias envolvidos no escândalo, James McCafferty, declarou-se também culpado numa audiência anterior e os outros dois, os irmãos Gerald e Louis Garzone, deverão ser ouvidos na próxima terça-feira.

    Michael Mastromarino não fez qualquer acordo judicial e pode ser condenado a prisão perpétua e ao pagamento de mais de 18 milhões de dólares.

    O seu julgamento está marcado para 22 de Outubro e, segundo os seus advogados, espera que a sentença que lhe vier a ser aplicada pelo tribunal de Filadélfia possa ser cumprida em simultâneo com a de Nova Iorque.

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