Henrique Moniz quer lutar pelas 2RM em 2020

Henrique Moniz quer lutar pelas 2RM em 2020

 

Rui Jorge Cabral   Motores   4 de Out de 2019, 09:57

Ex-campeão das duas rodas motrizes regressou este ano com um Peugeot 208 R2 e entrou logo no ritmo. O objetivo para 2020 é lutar pelo título

Foi quatro vezes Campeão dos Açores de Ralis nas duas rodas motrizes (2RM) e depois esteve dois anos completos parado. O piloto micaelense, Henrique Moniz, regressou este ano ao regional de ralis, com um Peugeot 208 R2 e tem andado na luta pelos primeiros lugares da sua categoria, quando falta apenas disputar o Rali do Pico. Para 2020, o objetivo é manter o mesmo carro e dar ainda mais luta, na tentativa de reconquistar o título que foi seu entre 2012 e 2015.

Em declarações ao Açoriano Oriental, Henrique Moniz afirma que “já estamos a trabalhar na época de 2020 e, apesar de estarmos ainda em reuniões com os patrocinadores, a prioridade é manter o Peugeot 208 R2, pelo conhecimento que já tenho do carro e porque acho que, com mais um pouco de rodagem, posso estar muito perto do Ruben Rodrigues”, o piloto que se sagrou este ano pela segunda vez campeão regional das 2RM.

O piloto de 36 anos, empresário e natural da cidade da Lagoa, regressou este ano aos ralis do regional e foi com surpresa que entrou logo no ritmo dos pilotos da frente no seu escalão, apesar de ter passado dois anos completos sem fazer ralis. “Foi uma grande surpresa para mim manter-me competitivo e também foi uma surpresa o ‘feedback’ que tenho tido da parte das pessoas, que aceitaram muito bem o nosso regresso”, afirma Henrique Moniz.

O avô materno e o pai de Henrique Moniz já estava ligados aos automóveis. Conforme recorda Henrique Moniz, “lembro-me de ter uns seis, sete anos e ir à garagem do meu avô, onde ficavam os carros do Adruzilo e do Vítor Lopes, bem como de outros pilotos” que vinham correr a ‘Volta à Ilha’.

O seu pai, contudo, andou no todo-o-terreno, tendo realizado provas no continente integrado no Troféu Suzuki Jimny, onde chegou a ser vice-campeão. O jovem Henrique Moniz navegou o pai nessas aventuras no todo-o-terreno e foi com naturalidade que, em 2006, se estreou nos ralis com um Peugeot 106 GTi preparado pelo seu tio, que vive em Braga, uma terra do norte de Portugal onde os ralis têm muitos adeptos e praticantes.

A estreia de Henrique Moniz ao volante foi no Rali de Vila Verde, no norte do país e logo em 2008 o piloto micaelense já estava a fazer regularmente provas do Regional de Ralis, estreando no final de 2009 o competitivo Citroën C2 R2 Max, com que viria a sagrar-se campeão regional das duas rodas motrizes em 2012 e 2013. Com a passagem para o Citroën DS3 R3T, Henrique Moniz juntou mais dois títulos regionais nas 2RM, em 2014 e 2015. Contudo, já sem nada para provar no seu escalão, Henrique Moniz desejava dar o salto para um mais competitivo carro de quatro rodas motrizes e como não conseguiu concretizar este projeto, acabou por parar em 2016.

Na altura, a paragem parecia ser definitiva e, por isso, foi com alguma surpresa que o mundo dos ralis açorianos viu Henrique Moniz regressar este ano com um projeto competitivo num Peugeot 208 R2 e novamente navegado por Jorge Dinis, que o acompanhou em três dos seus quatro títulos de campeão regional das 2RM.


“O GDC era o Azores Rallye e ponto... Não havia interação com os sócios”
Sendo um dos pilotos mais experientes do pelotão dos ralis açorianos, Henrique Moniz manifesta-se preocupado com o estado atual dos ralis em São Miguel, ao mesmo tempo que afirma ter esperança na capacidade da nova direção do Grupo Desportivo Comercial (GDC) em ultrapassar a crise em que o clube se encontra atualmente.

“O Grupo Desportivo Comercial, durante muitos anos, era o Azores Rallye e ponto... Não havia qualquer tipo de interação com os sócios e sei que este é um paradigma que a nova direção quer mudar”, afirma Henrique Moniz.

Quanto ao cancelamento do Lotus Rallye, que deveria encerrar em novembro o Campeonato dos Açores de Ralis, Henrique Moniz afirma, por um lado, “perceber as dificuldades que o clube está a passar” e que levaram à decisão de não organizar o rali este ano mas, por outro lado, lamenta a não realização da prova, “porque era importante para nova direção manter o rali na estrada, para os sócios e para os patrocinadores”.

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