Guimarães afastado da Liga dos Campeões

Guimarães afastado da Liga dos Campeões

 

Lusa/AO   Futebol   27 de Ago de 2008, 20:38

Um erro crasso da equipa de arbitragem impediu hoje o Vitória de Guimarães de empatar em Basileia (1-2) e atingir a sonhada primeira presença da sua história na fase de grupos da Liga dos Campeões em futebol
Aos 87 minutos, com os locais a ganharem por 2-1, depois do empate 0-0 na “cidade berço”, o árbitro holandês Pieter Vink, por indicação de um seu “auxiliar”, anulou mal um golo ao brasileiro Roberto, em jogo na altura do centro da esquerda de Luciano Amaral.
Com tão pouco tempo para jogar, a equipa minhota já não conseguiu repetir a façanha, sendo, desta forma, relegada para a Taça UEFA, com tudo o que isso implica, também ao nível financeiro: o prémio de presença na “Champions”... dava para pagar a época.
Valentin Stocker, aos 11 minutos, e Eren Derdiyok, aos 54, foram, aliados com o trio de arbitragem, os carrascos do Vitória de Guimarães, que marcou aos 14, por intermédio de Fajardo, na transformação de uma grande penalidade.
Em relação à primeira “mão”, o Vitória de Guimarães apresentou o mesmo “onze”: Andrezinho, Gregory, Moreno e Luciano Amaral, à frente de Nilson, dois médios centrais (Flávio Meireles e João Alves) e um trio (Marquinho, Fajardo e Desmarets) no apoio a Douglas.
Por seu lado, o Basileia também não mexeu, actuando com Costanzo na baliza, um quarteto defensivo composto por Zanni, Abraham, Marque e Safari, um meio-campo com Huggel, como “trinco”, Ercig, Gelabert, Carlitos e Stocker e Derdiyok na frente.
Com tudo igualado, face ao “nulo” registado em Portugal, a formação da casa entrou mais dinâmica, frente a um Guimarães algo nervoso, e criou perigo por Carlitos, num livre, e, após resposta de Douglas, num cabeceamento de Ergic.
O Basileia ameaçou duas vezes e marcou à terceira, aos 11 minutos: na sequência de um centro da direita, a bola sobrou em pleno “coração” da área para Stocker, que, colocado em jogo pelo mau posicionamento de Flávio Meireles, marcou sem problemas.
Os suíços estavam na frente da eliminatória, mas esse cenário mudou na joga seguinte: Andrezinho entrou na área, foi derrubado por um “desastrado” Marque e ganhou uma grande penalidade, que Fajardo não desperdiçou, aos 14 minutos, apesar da estirada de Costanzo.
Depois deste começou nervoso e movimentado o jogo acalmou e passou a jogar-se quase sempre longe das duas balizas, sendo excepção, até ao intervalo, um remate de Gelabert, após falhanço de um intranquilo Nilson, e um cabeceamento de Derdiyok.
Para a segunda metade, o Vitória de Guimarães manteve o mesmo “onze”, mas entrou melhor e construiu duas boas oportunidades para resolver o “duelo”, mas Desmarets atirou muito por cima, aos 47 minutos, e Marquinho, sozinho, cabeceou a rasar o “ferro”, aos 50. A formação lusa parecia querer o segundo golo, que deixaria praticamente tudo definido, mas, aos 54 minutos, foram os locais a virar outra vez a eliminatória a seu favor: Stocker isolou Derdiyok e este bateu Nilson com um remate cruzado e rasteiro.
Em desvantagem, Manuel Cajuda lançou Luís Filipe (por Marquinhos, aos 56 minutos) e, depois, sem nada a perder, arriscou tudo, com as entradas dos avançados Jean Coral (por João Alves, aos 62) e Roberto (por Fajardo, aos 69).
Com muitos jogadores na frente, o Vitória de Guimarães foi conseguindo empurrar os suíços, cada vez mais nervosos, para a defesa e, aos 87 minutos, Roberto logrou o tão sonhado golo... logo cruelmente mal anulado por um dos “auxiliares”.
Salvos da eliminação pela arbitragem, os suíços “esconderam” a bola até ao final e seguraram o resultado até ao derradeiro apito do árbitro holandês Pieter Vink. A revolta dos jogadores vimaranenses começou depois, mas já nada havia a fazer...

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