Greve de Professores com 94% de adesão


 

Lusa/Online   Regional   3 de Dez de 2008, 17:07

A Plataforma Sindical dos Professores disse hoje que a greve dos professores registou uma adesão de 94 por cento, tendo sido "a maior" paralisação de docentes em Portugal.
 "É a maior greve de sempre dos professores em Portugal", disse, em conferência de imprensa, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira.

    Segundo o Ministério da Educação, a greve dos professores registou hoje uma adesão de 61 por cento, obrigando ao encerramento de 30 por cento das escolas do país.

    Mário Nogueira escusou-se a comentar os números avançados pelo Governo: "Nem sequer os discutimos, o que nós registamos daquilo que foi dito pelo governo foi que pela primeira vez teve a capacidade de dizer que estávamos perante uma greve significativa".

    Na conferência de imprensa, o porta-voz da estrutura, que reúne todos os sindicatos do sector, reafirmou que o modelo de avaliação "não se aplica", pelo que tem de ser alterado.

    "Vamos mudar o modelo e essa mudança tem que ser feita num quadro de alteração do Estatuto da Carreira Docente", afirmou.

    Mário Nogueira defendeu um novo processo de negociação "sério" e em que tudo "estará em aberto".

    "A negociação tem que ter tudo em aberto e é exactamente isso que o Ministério da Educação não quer", sublinhou, criticando a "inflexibilidade" do Governo em "discutir seja o que for".

    Para os sindicatos, o modelo de avaliação deve ter uma matriz formativa centrada no trabalho que o professor desenvolve na escola e não apenas nos aspectos administrativos.

    Por sua vez, o Ministério da Educação tem um modelo centrado na carreira e orientado para "dificultar ou impedir a progressão nas carreiras", afirmou Mário Nogueira, acrescentando que o ME deixa cair na simplificação que apresentou "toda a componente científico-pedagógica e tudo o que está relacionado com o desempenho dos professores na sala de aula", aproveitando "apenas os aspectos administrativos".

    O porta-voz da estrutura sublinhou ainda que "não há um braço-de-ferro entre a Plataforma Sindical e o Governo", mas sim "entre os professores e o Governo".

    "Hoje ficou mais uma vez claro que o conflito está instalado entre o Governo e os professores, que a plataforma sindical representa", afirmou.


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