Os Açores são a região do país onde o álcool tem maior impacto na saúde, mesmo com um consumo inferior à média nacional, segundo o Relatório Anual 2024 - A Situação do País em Matéria do Álcool, do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências.
Em 2023, 71 pessoas morreram na região por doenças associadas ao álcool. Destas, 57 eram homens e 14 mulheres. A taxa de mortalidade foi de 29,1 por 100 000 habitantes, a segunda mais alta do país, ficando atrás apenas da Região Autónoma da Madeira, e bastante acima da média nacional (19,9). Entre os maiores de 65 anos, os Açores alcançaram mesmo a taxa mais elevada do país.
O impacto do álcool também se reflete nos hospitais: em 2024, 3,1% de todos os internamentos nos Açores estiveram relacionados com o consumo de álcool, representando a proporção mais alta do país, comparada com a média nacional de 2,24%.
Apesar destas consequências na saúde, o consumo de álcool é relativamente baixo: em 2024, 70% dos açorianos beberam álcool no último ano e 53% nos últimos 30 dias, ambos valores que estão abaixo da média nacional (74,2% e 58,6% respetivamente).
Os homens continuam a ser os mais afetados, tanto no
consumo como nas consequências para a saúde. Embora o consumo tenha
vindo a diminuir nos últimos anos, os efeitos refletem-se ao longo da
vida, como em taxas elevadas de mortalidade e hospitalizações. Os
efeitos na saúde são elevados, e em Portugal esta dependência quase
quadruplicou na última década.
