Segurança Rodoviária

Governos reunidos em Moscovo para diminuir mortes nas estradas

Governos reunidos em Moscovo para diminuir mortes nas estradas

 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Nov de 2009, 06:33

Representantes dos governos de todo o mundo reúnem-se a partir de hoje em Moscovo para discutir o problema da segurança rodoviária e adoptar medidas que ajudem a reduzir o número de mortos e feridos nas estradas na próxima década.

A I Conferência Mundial sobre Segurança Rodoviária, que se realiza hoje e sexta-feira, em Moscovo, visa reforçar os esforços para diminuir a gravidade do problema da sinistralidade rodoviária que anualmente é responsável por 1,2 milhões de mortos e 50 milhões de feridos.

Só em Portugal, os acidentes nas estradas já provocaram este ano 648 mortos e 2241 feridos graves, segundo dados provisórios da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária.

Organizada com apoio das Nações Unidas, Federação Internacional do Automóvel (FIA), Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial, a conferência de Moscovo pretende reunir representantes dos governos de todo o mundo para que tomem decisões estruturais sobre segurança rodoviária e adoptem medidas para os próximos dez anos com a aprovação de uma Década de Acção.

Segundo a FIA, a meta desta Década de Acção é fazer com que os governos, no seu colectivo, se comprometam a reduzir em 50 por cento a previsão de mortos e feridos até 2020.

Esta redução implica um plano que combina compromisso político, apoios internacionais para infra-estruturas de desenvolvimento e a prioridade nacional de cada governo para a prevenção rodoviária, adianta a FIA, sublinhando que estas medidas tomadas em conjunto podem evitar cinco milhões de mortos e 50 milhões de feridos na próxima década.

"Finalmente, os governos resolveram encontrar-se para ver quais são as medidas que podem tomar para pôr cobro a este massacre", disse à agência Lusa o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) e vice-presidente da FIA para a Mobilidade.

Carlos Barbosa, que vai participar na iniciativa, adiantou que a intenção é que "os governos aprovem uma estratégia mundial para acabar" com a sinistralidade rodoviária, tendo em conta que "não existe uma estratégia em comum".

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária estará na conferência em representação do ministro da Administração Interna, enquanto o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações faz-se representar pelo Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR).

De acordo com a FIA, os acidentes rodoviários matam hoje tanto como a tuberculose e a malária e as previsões apontam que em 2030 o número de mortos em todo o mundo seja o dobro do actual.

Os acidentes rodoviários são a principal causa de morte nos países desenvolvidos nos jovens entre os 15 e os 19 anos e a segunda causa entre os cinco e os 14 anos.

Cerca de 90 por cento da sinistralidade ocorre nos países mais pobres.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.