Banca

Governo vai injectar cerca de 4 mil milhões de euros no sistema bancário


 

Lusa/AO online   Nacional   2 de Nov de 2008, 14:23

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje que o Governo vai injectar cerca de quatro mil milhões de euros no sistema bancário português “através de acções preferenciais” para reforçar a solidez financeira das instituições.
A medida, que foi hoje aprovada na reunião extraordinária do Conselho de Ministros, insere-se na necessidade de “estabelecer um mecanismo para apoiar os bancos no seu esforço de reforço da solidez financeira”, disse Teixeira dos Santos. 
O ministro anunciou que o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, “irá exigir às instituições de crédito que atinjam um nível de solvabilidade correspondente a oito por cento dos fundos próprios de base das instituições”.
“Isto vai obrigar as instituições a reforçar a solidez financeira e, nesse sentido, a par do esforço que os accionistas vão ter que fazer, o Governo irá disponibilizar meios financeiros, para através de acções preferenciais poder também contribuir para essa capitalização dos bancos”, justificou Teixeira dos Santos.
“Os montantes estimados podem vir a atingir cerca de quatro mil milhões de euros em termos desses capitais”, disse.
Frisando que o mecanismo é semelhante ao que outros países da União Europeia têm vindo a aplicar, Teixeira dos Santos argumentou que “a capacidade de os bancos concederem crédito depende da solidez” e que “quanto mais forte for, maior capacidade terão os bancos de financiar a economia”.
A contribuição do Estado para o reforço da solidez financeira dos bancos é uma das três medidas hoje anunciadas pelo ministro das Finanças no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros. 
O pagamento de 2450 milhões de euros de dívidas da administração central e das autarquias às empresas e a nacionalização do Banco Português de Negócios foram as outras duas medidas aprovadas.
“Face às circunstâncias que têm rodeado os mecanismos de financiamento da actividade económica, o Governo decidiu adoptar um conjunto medidas que permitam fazer com que os meios de financiamento cheguem à nossa actividade económica, e especialmente às pequenas e médias empresas”, justificou Teixeira dos Santos.

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