Açoriano Oriental
Governo Regional pediu à Força Aérea um voo extraordinário para o Corvo

O Governo dos Açores anunciou que pediu à Força Aérea um voo extraordinário para o Corvo, para abastecer a ilha com mercadoria que, “por causa do mau estado do mar, não foi possível fazer chegar por via marítima".


Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

"Num esforço coordenado de abastecimento ao grupo ocidental, o Governo dos Açores já solicitou à Força Aérea Portuguesa a realização de um voo com destino ao Corvo, para abastecimento desta ilha com a mercadoria que, por causa do mau estado do mar, não foi possível fazer chegar por via marítima", informa o executivo em nota enviada à imprensa.

O pedido de um voo para o Corvo segue-se às cerca de 30 toneladas entregues hoje na ilha vizinha das Flores, 25 por via marítima, com recurso à Marinha, e cinco por via aérea.

"A Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas aguarda agora a confirmação, por parte da Força Aérea Portuguesa, da possibilidade de efetuar este voo de caráter extraordinário, bem como a data da sua realização", concretiza o Governo Regional.

Por outro lado, o navio “Malena”, fretado pelo executivo por um período de três meses, com opção de extensão do prazo, chegou na quinta-feira ao arquipélago e colmatará a ausência de chegada de mercadoria por via marítima - com recurso a tráfego local - à ilha das Flores.

A última viagem de abastecimento à ilha foi realizada em 13 de dezembro de 2019, com as condições negativas do mar a impedir novas travessias.

O "Malena", com cerca de 87 metros de comprimento e capacidade para transportar até 100 contentores de 20 pés, dos quais 28 podem ser contentores de frio, chegou esta tarde a Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Equipado com duas gruas com capacidade de 35 toneladas, o navio tem também capacidade para transporte de animais vivos em contentor e combustível, informa o executivo açoriano.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em outubro de 2019, causou a destruição total do Porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.

Durante a passagem do Lorenzo, foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas, num total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízo, segundo o Governo Regional.


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