Açoriano Oriental
Governo dos Açores promove reunião entre ministro e universidade sobre financiamento

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, anunciou, esta terça-feira, a realização de uma reunião, na próxima semana, entre o executivo, o ministro do Ensino Superior e o reitor da Universidade dos Açores a propósito do financiamento da academia.

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Foto: GACS/JAR
Autor: Lusa/AO Online

"Parece-me que o assunto ganha mais se for tratado não com comunicados, desmentidos, declarações. Parece-me útil e importante que nos sentemos todos à mesa e achemos uma solução para esse assunto", considerou Vasco Cordeiro, falando aos jornalistas no Palácio de Santana, em Ponta Delgada.

Em causa estão posições do reitor da academia açoriana, João Luís Gaspar, mas também do maior partido da oposição, o PSD, sinalizando a necessidade de dotar a Universidade dos Açores de maior financiamento no Orçamento do Estado.

"A Universidade dos Açores é absolutamente fundamental para a nossa região e, já agora, é também fundamental para o país", sublinhou Vasco Cordeiro.

A reunião vai decorrer em Ponta Delgada, na quarta-feira (dia 5 de fevereiro), com a presença do ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor.

O reitor da universidade declarou na segunda-feira, em comunicado, confiar na possibilidade de "convergir" entre o Governo da República e o Governo dos Açores para garantir "melhores e mais justas condições de funcionamento" da academia.

No início do mês, no aniversário da universidade, João Luís Gaspar criticou que o investimento per capita do Estado nas universidades do continente seja “substancialmente mais elevado” do que nas academias das regiões autónomas.

“Um estudo efetuado demonstra, de forma inequívoca, que seja qual for a base de cálculo para a distribuição do Orçamento do Estado pelas universidades públicas, quando considerados apenas critérios demográficos e de escolaridade, independentes das instituições, o investimento per capita do Estado no ensino superior universitário tem sido substancialmente mais elevado no continente do que nas regiões autónomas”, declarou, sublinhando que as dotações das universidades insulares “não contemplam a necessária compensação dos sobrecustos de insularidade e ultraperiferia”.


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