Governo de união no Zimbabué vai demorar pelo menos 30 dias a ser nomeado


 

Lusa/AOonline   Internacional   19 de Nov de 2008, 11:35

Um eventual governo de união no Zimbabué vai demorar pelo menos 30 dias a ser nomeado pelo Presidente Robert Mugabe, noticiou o diário estatal The Herald.
Na terça-feira, o regime indicou ter redigido um projecto de emenda constitucional para criar um posto de primeiro-ministro, reservado ao líder da oposição Morgan Tsvangirai, em conformidade com o acordo de partilha do poder assinado em Setembro.

    Esta emenda foi enviada ao mediador sul-africano, o antigo presidente da África do Sul Thabo Mbeki, "após ter sido estudada pelas partes implicadas", disse hoje o ministro da Informação zimbabueano, Sikanyiso Ndlovu, citado pelo The Herald.

    Em seguida deverá ser publicada, depois submetido a um período de observação de 30 dias para permitir ao público fazer observações. "O Presidente nomeará então o governo", de acordo com o ministro.

    "O novo ministro dos Assuntos Legais apresentará em seguida a emenda constitucional número 19 ao parlamento", para adopção, acrescentou.

    O acordo de 15 de Setembro prevê que Robert Mugabe permanecerá na presidência e Morgan Tsvangirai será primeiro-ministro de um governo de união, destinado a fazer sair o Zimbabué do impasse político criado pela derrota do regime nas eleições de 29 de Março.

    Mas os dois responsáveis não conseguiram entender-se sobre a atribuição dos ministérios chave e a oposição indicou na passada sexta-feira que só participaria no governo depois de aprovada a emenda constitucional sobre o cargo de primeiro-ministro.

    Esta quarta-feira, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC) mantinha-se prudente.

    "Não vimos o projecto de emenda constitucional número 19", declarou à agência noticiosa francesa AFP o secretário-geral Tendai Biti.

    "Mesmo que eles digam que a emenda constitucional número 19 está completa, existe um grande número de pontos suspensos", acrescentou.

    A paralisia política no Zimbabué agrava o colapso da economia, que regista uma inflação de 231 milhões por cento. Quase metade da população precisará de ajuda alimentar em Janeiro.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.