Mundial Sub 20

"Gigante" Portugal perdeu excelente ocasião para chegar ao "tri"

"Gigante" Portugal perdeu excelente ocasião para chegar ao "tri"

 

Aonline/Lusa   Futebol   21 de Ago de 2011, 15:21

 A selecção portuguesa de futebol de sub-20 perdeu sábado uma excelente oportunidade para conseguir o “tri” no Mundial da categoria, ao cair na final, face ao Brasil (2-3), no prolongamento, em Bogotá, na Colômbia.

Depois de um percurso sensacional, sem qualquer golo sofrido em seis jogos, Portugal esbarrou na felicidade de Óscar, que marcou três (cinco, 78 e 111 minutos), e em algumas oportunidades perdidas em momentos decisivos.

Nelson Oliveira, que marcou o segundo tento luso, aos 59 minutos, poderia ter “acabado” com o jogo aos 73, e Caetano, que substituiu Alex, autor do primeiro, aos nove, falhou clamorosa ocasião já no tempo extra, aos 97.

Ao contrário do que sucedeu em 1989 (2-0 à Nigéria, em Riade) e em 1991 (4-2 na “lotaria” ao Brasil, em Lisboa), Portugal caiu na final, mas foi "gigante", fez bem mais que os mais otimistas esperavam e esteve muito perto do “ouro”.

Em relação ao encontro das meias-finais (2-0 à França), Ilídio Vale procedeu apenas a uma alteração, com a entrada de Saná para o lugar de Júlio Alves, enquanto o selecionador “canarinho” fez alinhar o “onze” habitual.

O jogo começou com as duas equipas a estudar-se, só que, e sem que nada o fizesse prever, o Brasil marcou logo aos cinco minutos, num livre de Óscar, que Sérgio Oliveira desviou, de cabeça, para a própria baliza.

Após 575 minutos, Portugal sofria o primeiro golo na prova, mas não demorou a reagir e restabeleceu a igualdade aos nove: Nelson Oliveira levou a bola à linha, sobre a direita, e centrou atrasado, para Alex encostar.

Num início frenético, a equipa lusa quase voltou a introduzir a bola na sua baliza na jogada seguinte, aos 10 minutos, desta vez por intermédio de Nuno Reis, valendo Mika, a salvar já em cima da linha e com a ajuda da barra.

Algo perturbada, a equipa lusa ainda passou por outros momentos de aflição, sobretudo em jogadas de bola parada, mas não demorou a recompor-se e o equilíbrio passou a reinar.

Esta nova ordem só foi alterada nos derradeiros 10 minutos da primeira parte, dominados por Portugal, com Nelson Oliveira a ameaçar em três ocasiões (35, 36 e 39 minutos) e Pelé a tentar a sua sorte de longe (41).

Para a segunda metade, Ney Franco fez entrar Negueba e Allan, enquanto aos 57 minutos, Ilídio Vale perdeu Cédric, por lesão, colocando em campo Júlio Alves e fazendo recuar Pelé para lateral direito.

A equipa lusa não acusou nova contrariedade e passou para a frente do marcador aos 59 minutos: Nelson Oliveira ganhou em velocidade à defesa brasileira e, mesmo sem ângulo, tentou a sua sorte e marcou, com culpas para o guarda-redes Gabriel.

O Brasil assumiu mais o jogo e tentou reagir, mas, mesmo com algumas perdas de bola desnecessárias, Portugal foi controlando as operações e, em contra-ataque, Nelson Oliveira quase “bisou”, aos 73 minutos.

A formação das “quinas” não “matou” o jogo e, cinco minutos volvidos, Dudu, que havia substituído Coutinho, levou a melhor sobre Pelé, centrou da esquerda, Mika defendeu para a frente e Óscar só teve de empurrar.

Os minutos seguintes foram de sofrimento para Portugal, perante a pressão de um entusiasmado Brasil, mas, na parte final, foi Portugal que esteve mais perto de evitar o prolongamento, por Júlio Alves (89 minutos) e Caetano (90+2).

Entrado para o lugar de Alex, o pequeno jogador luso voltou a ser protagonista já no tempo extra, aos 97 minutos, quando, completamente isolado, tentou o “chapéu” e colocou a bola nas mãos do guarda-redes “canarinho”.

Já na segunda parte do prolongamento, mais precisamente aos 111 minutos, o brasileiro Óscar, a grande figura da final, centrou da direita... e selou o “hat-trick”.

Portugal, que ainda perdeu Danilo, por lesão, lutou até ao final, mas as forças já eram muito poucos. A equipa de Ilídio Vale ficou sem título, mas caiu de pé.


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