Açoriano Oriental
Primeira prova do A1 Grand Prix
Gestores portugueses rendidos à competição por países
Os gestores que o fim-de-semana passado se deslocaram de Portugal à Holanda para assistirem à primeira prova do A1 Grand Prix ficaram rendidos ao conceito deste campeonato automobilístico por países, criado pelo luso-sul-africano António Teixeira.

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Autor: Emídio Simões - Lusa / AO online
Integrados num grupo presente em Zandvoort a convite do proprietário do Team Portugal, Luís Vicente, que é muito próximo de António Teixeira, Fernando Pinto, presidente da TAP, e Jorge Fidalgo, presidente da EPAL e administrador das Águas de Portugal, não pouparam elogios ao A1GP.

"Tenho acompanhado isto desde o início e acredito nisto. É uma competição interessante por ser por países e, por isso, pode unir-se o melhor do futebol e da Fórmula 1. Pode unir muito mais as pessoas", disse Fernando Pinto, que acompanha o A1GP desde o início, em 2005/06, quando assistiu à prova disputada no Estoril.

Jorge Fidalgo lembrava-se apenas de, "há uns anos atrás", terem surgido em Portugal "notícias de um campeonato automóvel em que o motivo eram os países e não os pilotos" e agora ficou "surpreendido com a estrutura montada, que viaja de continente para continente".

Sublinhando a forte presença da Ásia, que tem seis das 22 equipas - China, Índia, Indonésia, Líbano, Malásia e Paquistão - e vai ser palco de três ou quatro das 11 ou 12 provas, Jorge Fidalgo destacou que muitos dos países envolvidos no A1GP "representam novos mercados".

"O campeonato tem um potencial de crescimento muito significativo. Há muitas competições de automóveis, mas com o A1GP conseguiram encontrar um produto diferenciado que suscita curiosidade nos países e nos adeptos, e estão aqui milhares. Vai ter consequências ao nível dos patrocínios", disse.

Segundo o presidente da EPAL, este é "um produto publicitário fantástico, onde há uma posição portuguesa liderante", por o presidente ser António Teixeira e o presidente executivo, o também luso-sul-africano, Pete da Silva, o que é "uma possibilidade fantástica para as empresas portuguesas".

"É um circo alternativo à Fórmula 1. Encontraram os pontos fracos da Fórmula 1 e actuaram. Podem dizer que se trata de um nicho de mercado, mas é um nicho de mercado com centenas de milhões de pessoas", sustentou.

Fernando Pinto acompanha o A1GP "desde o início", acredita no projecto e considera "muito interessante" o facto de os organizadores do A1GP, que é "mais liberal" do que a Fórmula 1, pretenderem "atrair as famílias".

"É algo mais liberal e os carros são excepcionais, do nível da Fórmula 1. Não é tão elitista. Aqui temos pessoas de todos os países e podemos conversar sobre negócios. Foi muito bem montado pelo A1", afirmou.

Ambos são adeptos do desporto automóvel e nenhum conhecia António Teixeira, que emigrou em criança para a África do Sul, onde fez fortuna nos transportes e na exploração de minério e petróleo, e agora regressou a Portugal, para residir na exclusiva Quinta do Lago, no Algarve.

Só Fernando Pinto "já tinha ouvido falar dele", mas não como criador do A1GP, porque também lhe tinham contado a versão árabe: "Tinha ouvido dizer que o A1GP tinha nascido através de um sultão, mas ele não teve nada a ver com isto. É desde o início do António Teixeira".
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