No Sudoeste da China

Fuga de gás em mina de carvão faz 32 mortos


 

Lusa/AO   Internacional   9 de Nov de 2007, 08:03

Uma fuga de gás ocorrida quinta-feira numa mina de carvão, no sudoeste da China, matou 32 mineiros, estando três dados como desaparecidos, segundo um novo balanço avançado agência Nova China.
Os socorristas encontraram hoje três corpos elevando para 32 o número de mortos, segundo a Nova China.

    A fuga de gás na mina de carvão Qunli, em Nayong, na província Guizhou ocorreu às duas horas da madrugada de hoje locais (22:00 de quinta-feira em Portugal), quando 86 mineiros estavam a trabalhar.

    A mina Qunli, que possui licença para funcionar, tem uma capacidade de produção anual de 300.000 toneladas de carvão.

    Os responsáveis locais estão a negociar compensações com as famílias das vítimas presentes no local, refere a agência.

    O governo chinês avisou recentemente que na indústria mineira chinesa, a mais perigosa do mundo, podem vir a ocorrer mais acidentes uma vez que a produção já aumentou para assegurar o aquecimento para os meses de Inverno.

    O carvão assegura dois terços das necessidades energéticas chinesas.

    As minas chinesas são as que mais mortes causam no mundo, com uma média diária superior a 13 vítimas.

    Desde o início do ano morreram mais de três mil pessoas em acidentes nas explorações de carvão.

    Em Agosto, 181 mineiros morreram devido a inundações provocadas pelas chuvas intensas, no sudeste de Shandong, depois de estarem encurralados durante cinco dias a uma profundidade de 210 metros.

    Foi um dos piores acidentes de sempre nas minas chinesas, mas o governo chinês considerou-o um "desastre natural".

    A corrupção é uma das causas do elevado número de mortos no sector, com os donos das minas a pagar às autoridades locais para ignorarem a aplicação das regras de segurança em busca da maximização dos lucros.

    Segundo relatos recentes na imprensa oficial chinesa, as autoridades puniram mais de cinco mil funcionários públicos durante os últimos dois anos e meio por ilegalidades relacionadas com a indústria.

    No entanto, os tribunais provinciais perdoaram 96 por cento dos funcionários públicos acusados de negligência em 2006 devido a mortes por acidentes em minas.
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