França vai pedir a 30.000 mulheres que retirem os implantes mamários da marca PIP


 

Lusa/AO Online   Internacional   20 de Dez de 2011, 06:29

As autoridades de saúde francesas vão pedir às 30.000 portadoras de implantes mamários da marca PIP (Poly implants prothèses), em França e no estrangeiro, que os retirem como medida de precaução, informou hoje o jornal Libération.

Esta "decisão única na história da cirurgia plástica" será anunciada antes do próximo dia 24, assegurou o diário, que cita como fonte a presidente do Instituto Nacional do Cancro, Agnès Buzyn, e o diretor geral da Saúde francesa, Jean-Yves Grall.

O diário francês, que adiantou a informação no seu sítio da Internet, referiu que a medida não tem caráter urgente e que se deve ao "princípio de precaução", segundo o chefe de serviço da cirurgia plástica do Hospital Henri Mondor de Creteil, Laurent Lantieri.

As próteses da marca francesa PIP apresentam defeitos, suspeitando-se que tenham causado a morte de pelo menos uma mulher, escreveu o Libération.

Além deste caso, após a primeira reunião do comité criado pelo governo francês para dar seguimento ao problema, Jean-Yves Grall informou que no passado dia 14 foi recebida a informação de oito casos de cancro em portadoras de implantes mamários PIP.

Depois de ter recebido em novembro 2.000 queixas, o Ministério Público de Marselha abriu uma investigação por "lesões e homicídio involuntário" sobre os implantes mamários da marca.

Meses antes, em março de 2010, as autoridades francesas retiraram o referido gel de silicone do mercado e pediram às 30.000 mulheres portadoras que fizessem exames médicos.

A marca PIP, fundada em 1991, na Costa Azul francesa, perto de Tolón, chegou a ser o quarto fabricante mundial de implantes mamários, mas atravessou um período de dificuldades financeiras, além de exercer atividade sem autorização das autoridades francesas, segundo revelou o diário Le Parisien no ano passado.


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