Médio Oriente

França pede reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre Líbano

A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU devido à "deterioração brutal" da situação no Líbano, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês



Jean-Noel Barrot disse que Paris mantém conversações com as autoridades libanesas e israelitas para evitar que o país "mergulhe no caos" e para que seja alcançado um cessar-fogo no sentido de dar continuidade ao processo de desarmamento do movimento xiita libanês Hezbollah.

Na semana passada, o Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha pedido a Israel o fim dos ataques no Líbano e avisou que uma operação terrestre ia constituir um agravamento perigoso e um erro estratégico.

Para auxiliar os cidadãos libaneses, a França concedeu seis milhões de euros de ajuda de emergência às organizações humanitárias já a operar no terreno, acrescentou o chefe da diplomacia francesa.

A este propósito, Barrot especificou que as autoridades francesas estão a preparar um carregamento de 20 toneladas de ajuda humanitária que deve chegar ao Líbano na terça-feira.

Paris anunciou ainda a criação de um fundo do Centro de Crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros para contribuições a empresas e autoridades locais que desejem ajudar a população libanesa.

Depois da morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei no primeiro ataque da guerra de Israel e Estados Unidos contra Teerão, o Hezbollah [Partido de Deus] atacou o norte de Israel.

Os ataques da milícia apoiada pelo Irão desencadearam uma incursão terrestre israelita e uma campanha de bombardeamentos contra várias zonas do Líbano.

Até ao momento, pelo menos 394 pessoas morreram nos ataques israelitas no Líbano, incluindo 83 crianças, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Beirute.

A incursão israelita já causou uma vaga de 112 mil deslocados, embora se estime que o número total de pessoas obrigadas a fugir dos locais de residência possa chegar às 200 mil.

Entretanto, o exército israelita anunciou, em comunicado, uma nova incursão no sul do Líbano, sob o comando da 36.ª divisão, visando infraestruturas do Hezbollah.


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