Petição alerta para impacto social e económico de aumento dos combustíveis nos Açores

Uma petição pública dirigida ao Governo dos Açores contesta o aumento do preço dos combustíveis, alertando para impactos “incomportáveis” nas famílias e empresas, que levarão "inevitavelmente ao "caos social, político e económico"



Dirigida à presidência do Governo açoriano, Assembleia Legislativa, bem como aos secretários regionais e deputados no parlamento açoriano, a petição conta com 311 assinaturas em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis na região, que entrará em vigor a partir de sexta-feira.

Os signatários manifestam “a mais profunda revolta e indignação perante o anúncio do aumento incomportável” do preço dos combustíveis nos Açores, denunciando que, no caso do gasóleo rodoviário, o aumento “não é apenas um número, é um atentado à economia das famílias e à viabilidade das empresas açorianas”.

“Exigir que um trabalhador açoriano pague o combustível a preço de luxo é um crime contra quem luta diariamente pelo sustento”, lê-se no texto.

Os signatários alertam que “os Açores permanecem como uma das regiões mais pobres da Europa" e destacam a condição de insularidade do arquipélago, com "uma dependência absoluta dos transportes marítimos, terrestres e aéreos".

"O combustível é o sangue da nossa economia. Os custos da insularidade já são, por si só, um fardo pesado para as Pequenas e Médias Empresas (PME). Este aumento será o golpe de misericórdia no tecido empresarial regional", denuncia a petição.

Os subscritores alertam ainda que “sem combustível acessível, a produção agrícola e a faina tornar-se-ão impossíveis”.

Por outro lado, o turismo, “atual motor económico, já definha devido à conjuntura geopolítica internacional e à instabilidade nos mercados” e, com “os combustíveis a este preço, os Açores deixam de ser competitivos, afastando visitantes e paralisando a atividade”.

A petição critica ainda a disparidade de preços face a outros países europeus, como Espanha, e questiona as justificações associadas a fatores geopolíticos, defendendo que existem múltiplas fontes de abastecimento de petróleo.

No documento, os cidadãos alertam que estes aumentos levarão “inevitavelmente ao caos social, político e económico” e, a curto prazo, à “fome, miséria extrema, desemprego em massa e uma nova vaga de emigração forçada, esvaziando as ilhas de quem as trabalha” e exigem ao Governo Regional medidas urgentes para reverter o aumento e mecanismos de mitigação do preço dos combustíveis.

PUB